Caso Mayara Petruso: A jovem democracia ou o velho preconceito?


Incrível como a velocidade da internet faz com que qualquer notícia logo se torne antiguidade. Igualmente digno de nota é a força com que as coisas acontecem por aqui, ainda mais quando milhares de usuários se unem em prol de algum objetivo comum. Esse parece ser o caso da estudante de direito Mayara Petruso, que esta semana protagonizou uma cena no mínimo patética, ao discriminar os nordestinos e incitar os demais usuários do twitter ao assassinato deles.

Extraído do blog Dois Expressos

Brincadeira inconsequente? Pode até ser, mas não deixa de revelar que por baixo do fino verniz erudito e cortês, existe um preconceito muito forte arraigado em todos nós. A diferença é que nem todos se expoem da forma como fez essa moça.

Extraído do Blog Dois Expressos

O que poderia ser classificado como ‘rivalidade provinciana’ tomou ares de crime inafiançável quando imersa na comoção dos politicamente derrotados. Mayara tomou para si – a contragosto, me parece – a pecha de preconceituosa porque ousou dizer o que pensa. Há poucos anos isso seria impossível; não só pelo regime de exceção da época de chumbo como também pela inexistência das redes sociais.

Podemos ver o fato como quem vê uma criança cair ao tentar os primeiros passos. Podemos ver como a ponta de um iceberg de ódio e xenofobia. Podemos ver também como a certeza de impunidade num ambiente propício para a divulgação de idéias separatistas. Sem dúvidas neste último caso temos a influência maléfica da campanha subterrânea atribuída ao candidato derrotado José Serra.

Não pretendo cansar a paciência do leitor repercutindo as notícias que a mídia apresenta, apenas externar um pouco do que penso sobre esse assunto.

De qualquer forma, a jovem futura advogada já tem sua primeira causa e seu primeiro e mais importante cliente: ela mesma.

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por eudyr Postado em Sem categoria

Um comentário em “Caso Mayara Petruso: A jovem democracia ou o velho preconceito?

  1. Eudyr,
    Primeiramente, estes são os derrotados: o PSDB, o DEM, o PPS, as Organizações Globo, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a Editora Abril, a TFP, a Opus Dei, os monarquistas, os falsos pastores evangélicos liderados por Piragine, a ala reacionária do episcopado católico e parcelas privilegiadas das classes médias urbanas do centro-sul do país.
    Consumada a derrota eleitoral, porém, rasgaram logo suas cartas oportunistas e passaram a fomentar uma revolução separatista no Brasil. Toda a teatral civilidade da campanha foi prontamente substituída por racismo, preconceito e incitação à violência.

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