Pablo e Matilde


Matilde Urrutia nasceu na cidade de Chillan -Chile – em 5 de maio de 1912, filha do comerciante de ouro José Angel Urrutia e Maria del Tránsito Cerda. Ainda na primeira infância fica órfã de pai, e vê seus cinco irmãos mais velhos partirem para tentar a sorte em Santiago.

Matilde Urrutia

Consta que, apesar da extrema pobreza, teve uma infância feliz ao lado da mãe, vivendo de duro trabalho na lavoura, até que mudaram também para Santiago quando Matilde tinha 12 anos.

Estudou no ‘Instituto Comercial’ e trabalhou no ‘El Correo’ e ‘El Seguro Obrero’. Posteriormente estudou canto no Conservatório de Música, quando foi apresentada a Pablo Neruda.

Matilde e Neruda se conheceram num concerto ao ar livre, na Cidade do México. Ambos eram comprometidos. Ele casado e ela envolvida com sua carreira de cantora lírica internacional.

Pablo e Matilde

Um pequeno balneário distante 40 km de Montevidéu foi o refúgio do amor clandestino dos chilenos Pablo Neruda e Matilde Urrutia, até que se casaram oficialmente, em 1962, depois da morte da pintora Délia del Carril, a segunda mulher do poeta.

Ao se reencontrarem em 1949, quando se iniciava a permanência do poeta no exílio, o amor floresceu. Uma espécie de casamento secreto ocorreu em Cannes, tendo como testemunha “somente a luz da lua”.

Foi fundamental a presença de Matilde na vida de Neruda. Os anos que lhe restaram na companhia, agora oficial, da amada definitiva são pontuados por uma nova grande onda de criatividade: escreveu, fundou e dirigiu uma revista, construiu uma nova casa em Valparaíso e continuou suas viagens.

Candidato à presidência da República, renunciou em favor de seu amigo Salvador Allende.

Morreu em Santiago, no dia 23 de Setembro de 1973, duas semanas após o golpe militar que deu início ao negro período na história do Chile.

Sempre fiel ao companheiro, a quem sobreviveu doze anos, Matilde dedicou o resto da vida a cuidar do patrimônio poético e espiritual do poeta.


“Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.”

Hoje a casa em que Pablo e Matilde se encontravam foi transformada em museu – o “Paseo Neruda”.


(Informações e textos obtidos na Internet.)


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por eudyr Postado em Sem categoria

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