Tapirus entrevista Paulo Pacheco


Sou Paulo, um brasileiro comum, que lê, pensa e escreve!”

Paulo Pacheco

Tapirus: O que te fez começar a escrever, uma página em branco, a mão ociosa..ou o que?

Paulo: Normalmente escrevo uma opinião sobre ago que vi ou ouvi durante o dia. Quase sempre escrevo o que me vem à mente em pequenos papeis e depois ajunto em uma poesia ou crônica ou artigo. Não resisto a uma página em branco…Na realidade, o computador é uma página em branco, só preciso ligá-lo e começar.

 Tapirus: Voce se considera um contista? Gostaria que voce falasse também das sua verve de cronista.

 Paulo: Não. Um contista é quem conta uma história, com personagens, início, meio e fim. Acho que sou mais um articulista. Gosto de opinar, polemizar, debater. Também gosto de fazer poesias sem rimas, abstratas. Imagino-as instigantes. Como não gosto de ler nada concreto, definido (nem mesmo quadros), prefiro fazer com que quem me lê, pense e busque a ideia que mais lhe aprouver na poesia.

Acho que escrever é ajuntar palavras, e com isso, passar uma mensagem, um sentimento, uma opinião sobre algo. Nada muito além disso. Não sei ao certo, mas acho que, por gostar de escrever, passar mensagem, guardo o que penso ou o que acontece durante o dia todo e que me chama a atenção. Como disse acima, muitas vezes desenvolvo um assunto, escrevendo pequenos rascunhos à medida que a ideia surge. Em qualquer lugar que eu esteja. É estranho como uma flor bonita chama a atenção da gente e à partir daí, surge um poema.

Um por do sol, um sorriso. Tudo atiça a mente de quem gosta de escrever, concorda?

Tapirus: A inspiração vem ao acaso, é isso?

Paulo: Não é bem por acaso. Eu diria que aquilo que nos chama a atenção, merece uma mensagem. Talvez o desenvolvimento do texto surja sem compromisso, palavra após palavra; vírgula após virgula. O estranho é que começo a escrever algo e, muitas vezes, paro com o texto terminado ou não. Mas, mesmo nos que considero terminado, volto daí a algum tempo e sempre mudo algo. Por isso, mesmo que a princípio, ache que o texto ficou ruim, nunca apago. tenho inúmeros textos inacabados no meu arquivo.

Tapirus: Se o menino é o pai do Homem, a leitura é a Mãe da escrita, certo? O que voce leu que te induziu à escrita?

Paulo: Como não escrevo romances, sempre assinei jornais e revistas, e neles, leio o que gosto de escrever, crônicas, artigos, editoriais. Gosto de livros de ficção, e poesia. Acho que a leitura tem que ser prazerosa, não adianta você forçar um garoto a ler um livro de duzentas página que não lhe for interessante. O leitor tem que ler por prazer. Se o faz, ele aprende a gostar de escrever. Sou membro da Academia Formiguense de Letras e iniciamos um projeto que infelizmente não foi à frente: seria fazer palestras na escolas para incentivar os alunos a ler e a escrever suas ideias.

Percebi que muita gente não escreve por medo ou vergonha de errar. Imaginei dizer a eles que corrigir um texto é muito fácil, qualquer professora de português pode fazer. O difícil é criar o texto, então, que tivesse ideias, deveria sim, colocá-las no papel.

Tapirus: Para voce, onde nascem as idéias?

Paulo: Acho que nascem na rua, na cabeça de cada um que gosta de pensar. Escrevi um dia que as faculdades de filosofia não formam filósofos. Forma especialistas no que disseram os filósofos. Um filósofo nasce filósofo. É pensador, é questionador. Penso que essa a característica principal de quem gosta de escrever é buscar a origem de cada coisa, cada fenômeno. É gostar de exprimir sua ideia, sua opinião. Por isso, acho que as ideias nascem nas pessoas. As escolas podem fomentar o desejo de escrever.

O estranho é que acho que se você não der voz a quem gosta de se exprimir, você corre o risco de minar o desejo de escrever que um bom aluno tenha. É importante que a escola saiba ajudar.

Formiga – MG

Tapirus:  O que voce diria para quem vai ler um livro?

Paulo: Que leia aquilo que gostar. Que não leia por obrigação, mas por prazer. Que sinta prazer em descobrir coisas, lugares, situações, experiências.

Olha, sou um cara que escreve só por prazer e pelo prazer que a escrita proporciona. Não busco sobreviver do que escrevo, mesmo porque tenho outra profissão. Mas tenho especial prazer em falar para as pessoas, em debater assuntos que interessam à sociedade.

Tenho outros 4 livros prontos, aguardando condição para publicá-los.

Um vai se chamar “Angulos”, é uma coletânea de pensamentos e fotos da minha cidade. Outro é o “Flores e versos”, com fotos de flores e poesias. Outro é uma coletânea de artigos que publiquei no jornal da minha cidade, ainda não tem nome e por último, um estudo que me propus sobre o ano de 2009., que ainda não tem título.

Estão terminados. Falta só montar, finalizar. Isso não é fácil.

Ah, tem também outro, que fiz com sete amigos, cujo título é “Dragão de Sete Cabeças” que já está no forno. deve sair a qualquer dia desses.

Acho que esse vai ser o primeiro com intuito comercial, quer dizer, o primeiro que vai estar a venda…

O escritor Paulo Pacheco tem um livro publicado em 2008 “Paulo, um brasileiro comum, que lê, pensa e escreve” e coparticipação em sete outro livros da Academia Formiguense de Letras.

São eles: Livro 1: Ponto de Partida; Livro 2: Alçando Voo; Livro 3: Planador; Livro 4: Asas; Livro 5: Astros; Livro 6: Memorável e o Livro 7: Palavras ao Vento.

Para quem quiser beber na fonte, é só visitar o Blog Pensar Formiga, do Paulo Pacheco: http://www.pensarformiga.blogspot.com.br/

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2 comentários em “Tapirus entrevista Paulo Pacheco

  1. Legal saber mais sobre o nosso amigo em comum, o Paulo Pacheco.
    Gostei como ele expressa toda à sua vontade e prazer de escrever.
    Excelentes perguntas Eudyr…
    Parabéns aos dois!
    Beijos!

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