Bancários decidem deflagrar GREVE no próximo dia 18


PARÁ/AMAPÁ

A GREVE geral da categoria bancária no Pará começará na próxima terça-feira, 18 de setembro. Essa foi a decisão unânime da assembleia da categoria realizada na noite desta quarta-feira (12), no auditório do Complexo Cultural do Sindicato. Os trabalhadores e trabalhadoras rejeitaram a proposta da Fenaban de índice de reajuste de 6% e irão cruzar os braços e parar as agências de bancos públicos e privados em todo Estado para, junto com a categoria Brasil a fora, derrotar a ganância dos banqueiros.

“Não aceitamos que os bancos, que são as empresas que mais lucram no país às custas da exploração da mão-de-obra bancária e da cobrança de taxas e tarifas exorbitantes dos clientes e usuários dos bancos, ofereça para a categoria um reajuste de 6%, o que representa uma ganho real de apenas 0,58%. Exigimos respeito e valorização, queremos salários dignos e condições de trabalho decentes. E com a força da nossa greve nacional seremos vitoriosos”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.

QUADRO NACIONAL

Bancários rejeitam proposta da Fenaban e aprovam greve a partir do dia 18

 

Os bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Alagoas, Piauí, Pará e Campinas, dentre outros, reunidos em assembleias realizadas pelos sindicatos na noite desta quarta-feira (12), rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram a deflagração de greve nacional a partir da próxima terça-feira (18) por tempo indeterminado. Novas assembleias serão realizadas na segunda-feira (17) para organizar o movimento.

A decisão segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que considerou insuficiente a proposta dos bancos de reajuste de apenas 6% sobre todas as verbas salariais -, o que representa um aumento real de apenas 0,58%, menor que o índice da quase totalidade dos acordos feitos por outras categorias no primeiro semestre deste ano, que obtiveram ganhos superiores a 5% acima da inflação.

“Os seis maiores bancos, que empregam mais de 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, mas fizeram uma proposta que não valoriza os salários dos trabalhadores, enquanto pagam milhões de reais por ano para os altos executivos”, critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Os bancos ainda lançaram R$ 39,15 bilhões em provisões para devedores duvidosos (PDD) no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido. “É um truque contábil para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 pontos percentuais no mesmo período e que acaba reduzindo a participação dos trabalhadores nos lucros”, aponta Cordeiro. “Por isso, os bancários reivindicam uma nova regra de PLR, equivalente a três salários mais R$ 4.961 fixos”, ressalta Cordeiro.

“Além disso, os bancos nada apresentaram para gerar empregos e acabar com a rotatividade, que reduz a massa salarial da categoria, muito menos para melhorar as condições de trabalho, como o fim das metas abusivas para a venda de produtos”, salienta.

Na última quarta-feira (5), o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre o calendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora, passados sete dias, os bancos não deram nenhuma resposta.

“Com a deflagração da greve a partir do dia 18, os bancários de todo o país estão respondendo ao desrespeito com que os bancos vêm tratando a categoria nas mesas de negociação. Continuamos abertos ao diálogo e qualquer nova proposta será apreciada nas assembleias do dia 17, mas estamos unidos e preparados para fazer uma grande mobilização nacional, a fim de arrancar novas conquistas econômicas e sociais”, conclui o presidente da Contraf-CUT.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

Fontes:

Contraf/CUT

Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá

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