Drummond: 110 anos de imortalidade


Hoje é o 110º aniversário de nascimento de um de nossos maiores escritores: Carlos Drummond de Andrade. Mineiro de Itabira, Carlos foi funcionário público por quase toda a vida.

Sondado se aceitaria o fardão da Academia Brasileira de Letras, o menino antigo deu de ombros, virou as costas ao reconhecimento merecido que hoje escritores menores (digo “escritores”como mera liberalidade), como um Merval ou um Sarney, praticamente usurparam de grandes escribas do porte de Murilo Rubião, do bardo Patativa do Assaré e do próprio Drummond.

Mas se as ‘camisolas de dormir’ – no dizer de Jorge Amado, referindo-se ao fardão dos “imortais” da academia (ele mesmo um membro da ABL) – tiveram que engolir a desfeita e ignorar o Poeta, os leitores fizeram o inverso; e hoje Drummond tem lugar perpétuo no panteão dos brasileiros.

Drummond sobreviveu a duas passagens do cometa Halley, e morreu de amor.

“Desprendido de imagens que se rompem

a um capricho dos deuses

tú regressas

ao que, fora do tempo

é tempo infinito

No secreto semblante da verdade.”

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