Belém, 397 anos


A conquista do Norte foi determinada pelo rei de Espanha e Portugal. Visava, inicialmente, desalojar, do Maranhão, os franceses que ali haviam criado a França Equinocial. E em 1614, Jerônimo de Albuquerque segui à frente da tropa, para cumprir aquela missão. Em 1615, já com Alexandre de Moura liderando as tropas lusas, houve a capitulação definitiva. Após a vitória, Moura nomeou Albuquerque governador do Maranhão e encarregou o militar e explorador português Francisco Caldeira de Castelo Branco (-1619) de conquistar o Pará.

Embarcação tipo PATACHO

Embarcação tipo PATACHO

A 25 de dezembro de 1615 a expedição partiu da baía de São Marcos, composta do patacho Santa Maria da Candelária, do caravelão Santa Maria das Graças e da lancha grande Assunção. Compunha-se de 150 homens, 10 peças de artilharia, pólvora e muita munição e mantimentos. O piloto-mor era Antônio Vicente Cochado, o francês Charies servindo de guia. As três embarcações eram comandadas por Pedro de Freitas, Antônio da Fonseca e Álvaro Neto. A viagem sem incidentes durou 18 dias. E a12 de janeiro de 1616 os portugueses aportaram na baía de Guajará, chamada pelos nativos de Paraná-Guaçu.

“A Fundação de Belém”, de Theodoro Braga.

Primeiramente depois que ò capitaom maior, Alexandre de Moura deu fin no Maranhaom à ò enemigo como fez, è tendo à terra pacifica, è povoadas as fortalezas como lhe pareceo necessario, pos por obra mandar fazer este novo descobrimento do grande Rio das Amazonas, è pera tambem se saver ò que avia no Cavo do Norte, conforme à ordem que pera isso levava do Governador Geral do Brasil Gaspar de Souza; è asi mandou 150 homens em tres companhias, è por capitaom mor dellas à Francisco Caldeira de castel branco em tres embarcazoens. Partimos para esta jornada dia de Natal pasado, em que deu principio à esta era de 1616.”

Embarcação tipo CARAVELÃO

Embarcação tipo CARAVELÃO

“chegando no sitio à onde fizemos fortaleza por el Rey nosso senhor, que será 35 leguoas pello Rio asima pera ò Sul, por parecer elle à ò capitaom mor bom sitio.”

“Há neste Rio em todas as partes delle muito Gentio por extremo de diversas nazoens, ò mais delle mui bem encarado sem barba, trazem os homens cabello comprido como molheres, è de mui perto ò parecem de que pode ser nasceria o emgano que dizem das Amazonas; pois naom há outra cousa de que à este proposito se pudesse deitar maom.”

(PEREIRA, André. A “Relazoam do que há no grande rio das Amazonas novamente descuberto” do Capitão André Pereira (16160). In: PAPAVERO, Nelson et. al. O Novo Éden… Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 2002. 2ª ed.p. 111.)

Fonte: Blog Pará Histórico

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