Desmascarando os “Revoltados On Line”


EXCELENTE  POSTAGEM Extraída do Facebook:

 

 

Desmascarando os “REVOLTADOS ON LINE”

por Juliana Callaway (Notas) em Segunda, 4 de fevereiro de 2013 às 06:27

Recentemente uma página chamada REVOLTADOS ON LINE publicou uma notícia mentirosa, afirmando que o @DeputadoFederal Paulo Pimenta era o dono da Boate Kiss(Vejam http://migre.me/d2CnF) Conheça aqui seus REAIS donos, sócios e administradores.

Na foto acima podemos ver “todo poderoso” Marcello Reis caracterizado de “Revoltado On Line”, com boné e camiseta, que são vendidos pelo grupo com intuito de arrecadarem dinheiro com a venda de seus artigos personalizados e com as doações pedidas através de depósitos em contas bancárias.

 

DONO FUNDADOR E ADMINISTRADOR

 

Marcello Cristiano Reis, paulista, mora em São Paulo e  é fundador do Revoltados On Line e do Paritdo Revoltados On Line. Perfis no Facebook: (http://www.facebook.com/marcelloreis.revoltadosONLINE) e (http://www.facebook.com/marcello.cristiano.reis)

 

 

SÓCIO E ADMINISTRADOR

 

Ricardo Gama, advogado e blogueiro, é natural do Rio de Janeiro e mora em Copacabana, tornou-se sócio da comunidade Revoltados On Line para ter participação com lucro arrecadado e sobretudo para fazer divulgação para o seu blog pessoal, que também pede doações. Mas o objetivo prinicpal em sua sociedade com Marcello Reis no REVOLTADOS ON LINE, era usar os mais de 30 mil membros na época das eleições de 2012 para pedir votos para ele mesmo (RICARDO GAMA) para se eleger vereador do Rio de Janeiro. 28 de setembro de 2012 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=531354356891121&set=pb.144205978939296.-2207520000.1359542042&type=3&theater

Confiram aqui os perfis do Ricardo Gama no facebook: (https://www.facebook.com/ricardo.gama.92) e (https://www.facebook.com/ricardo.gama.advogado)

Ricardo Gama já foi processado pelo Deputado Estadual André Lazaroni do PMDB – RJ por AFIRMAR neste vídeo que o Deputado tem envolvimento com tráfico de drogas na Favela da Rocinha e perdeu o processo e foi condenado a pagar cerca de 10 mil reais para o Deputado Lazaroni, vejam o vídeo:

 

http://www.youtube.com/watch?v=C2o7cO9SCLM

 

Ricardo Gama também foi processado pela Deputada Estadual do PDT – RJ Cidinha Campos por tê-la chamado de ‘vagabunda’ e incitado a todos que fizessem vídeos e a ofendessem na internet, sobretudo no twitter e youtube. E também foi condenado a pagar cerca de 22 mil reais para a deputada e ainda condenado a prestar alguns meses de serviços administrativos no 19° batalhão de Polícia Militar em Copacabana – RJ. Isto sem contar o processo movido pelo delegado da Polícia Federal do RJ que apurou o caso do processo movido pelo Lazaroni contra Gama por ele ter gravado o depoimento e distorcido as palavras do delegado com vídeos na internet, é só buscarem no google. Quando Gama viu que seria processado pela quarta vez e desta vez pelo Deputado Paulo Pimenta, pulou fora dos Revoltados On line aos 45 do segundo tempo. Mas ninguém aqui é bobo. Vejam e encenação:

 

https://www.youtube.com/watch?v=_NcHBMCVy74

 

 

 

SÓCIA ADMINISTRADORA

 

Carla Zambelli mora em São Paulo e é administradora e sócia dos Revoltados On Line, além disto é dona da empresa “NasRuas” que é associada aos REVOLTADOS ON LINE, vejam ela na foto abaixo com a camiseta e o boné dos Revoltados On Line.

Ah! Como a Carla sugere, se alguém quiser comprar a camiseta, ela indica o site:http://www.prolart.com.br Perfil dela no facebook: (https://www.facebook.com/carlazambelli.nasruas)

Na foto abaixo, Carla Zambelli usa o canal no Youtube da sua empresa, “NASRUAS” para chamarRICARDO GAMA de covarde, merda e aproveitador e afirma que Gama usou os REVOLTADOS ON LINEapenas para dar visibilidade ao seu blog e joga na cara dele que todos os “revoltados” fizeram vídeos para defendê-lo da Cidinha Campos e que ele nem sequer disse obrigado e que se fez de amigo e ainda fez vídeo para apoiar o PT. Vejam o vídeos e os comentários: http://www.youtube.com/watch?v=_NcHBMCVy74&list=UUWwicwAwBS0ocAJr2-yhKDQ

Meu recado pra Carla Zambelli: que Ricardo Gama é um merda, covarde, aproveitador e usou todos, nisto concordamos. Lamento que você só tenha visto isto agora. Se lembra que quando tentei alertá-la e você me chamou de ‘vaca’? Pois é Carla, fica aqui a prova de quem ele realmente é e da ligação e sociedade dele com os Revoltados On Line. Discordo quando você disse que ele fez este vídeo apoiando o PT, na verdade o vídeo não foi em apoio ao PT, mas sim para se defender de um eventual processo que pode ser movido pelo Deputado Paulo Pimenta contra ele. Porém você esqueceu de mencionar o mais importante, que foi o fato dele ter USADO O REVOLTADOS ON LINE para fazer campanha política explícita para ele, como se ferrou nas eleições, com míseros 1.839 votos, a comunidade Revoltados On line já não tem utilidade pra ele.

 

 

 

ADMINISTRADOR

 

Este é Bruno Toscano Franco Administrador da Página Revoltados On line quase desde a sua fundação, natural de Belém e atualmente vive em São Paulo. Reparem que Bruno (no centro da foto) usa a camiseta e o chapéu com a logomarca dos Revoltados On Line. Seus perfis no facebook são: (https://www.facebook.com/BrunoToscanoFranco) e (https://www.facebook.com/BrunoToscano)

A exemplo de Ricardo Gama, Bruno Toscano nega fazer parte dos REVOLTADOS ON LINE, porém é mais uma estratégia para não assumirem suas responsabilidades nas informações postadas no grupo. Bruno vai além, chama Marcello Reis de ‘cretino’, diz que foi usado e que acionará a dona do blog que o desmascarou na justiça. Vejam o blog e o post:

 

http://profdiafonso.blogspot.com.br/2013/01/revolta-ou-fascismo-online.html

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=335110596594667&set=a.293318187440575.58635.293268490778878

 

 

 

ADMINISTRADORA

 

Ana Prudente é também administradora dos REVOLTADOS ON LINE. Ana é gaúcha de Porto Alegre e atualmente vive em São Paulo. Perfil no Facebook (https://www.facebook.com/ana.prudente.148)

 

 

ADMINISTRADOR

 

Darcio Bracarense Filgueiras, é empresário (http://www.top.listona.com/Darcio-Bracarense-Filgueiras) é natural de Vitória e mora em Vitória (http://www.facebook.com/poucasombra111)

Na foto abaixo Dárcio Bracarense AFIRMA que eu tenho vínculos com milícia e que minha missão seria tirar votos do Ricardo Gama, pois estaria apoiando um ‘coronel miliciano’ no RJ. Pois bem, todos sabem que nas eleições eu estava no RJ e apoiei o Coronel PM Paúl, também candidato a vereador. Só que o Coronel Paúl não é miliciano, tenho certeza absoluta e coloco minha mão no fogo. Como será que Darcio Bracarense do Revoltados On Line provará isto? Na boa, não gostaria de estar na pele dele.

 

 

 

 

ADMINISTRADOR

 

Alex Brum Machado, conhecido como “Homer” na internet é natural do Espírito Santo e reside no bairro Fradinhos em Vitória. Perfil no facebook (http://www.facebook.com/alexbrummachado).

 

 

ADMINISTRADORA

 

Alessandra Satler. Alessandra é Designer e é atual noiva de Bruno Tocano Franco e conforme as coisas apertam para o lado dos Revoltados on Line, Marcello Reis se vendo acuado vai soltando o nome de mais integrantes deste grupo de fascínoras virtuais, responsáveis pela disseminação do neo-nazismo e da homofobia na internet. Perfil no facebook (https://www.facebook.com/satlerdesigner)

 

 

ADMINISTRADOR

 

Eduardo Homem de Carvalho é jornalista e blogueiro Registro profissional 15949/97/72v Ministério do Trabalho RJ e utiliza seu blog para caluniar pessoas, não só políticos, mas também pessoas comuns, junto com Ricardo Gama e Marcello Reis, teve a idéia de plantar a falsa e criminosa notícia de que o Deputado Federal do PT Paulo Pimenta é o dono da Boate Kiss, apenas para atacá-lo e dar uma levantada em seu blog, mas ao ser desmascarado, Eduardo Homem de Carvalho, retirou a falsa notícia do ar. Nota-se nesta foto, que o jornalisra é simpatizante do PMDB Eduardo Paes e Sérgio Cabral. Perfil no facebook (https://www.facebook.com/homemdecarvalho)

 

 

ADMINISTRADOR

 

Carlos Alberto Fernandes. Perfil no facebook (http://www.facebook.com/Betolaguna), Carlos Albertofez a postagem mentirosa acerca do Deputado Paulo Pimenta ser o dono da Boate Kiss no perfil dele e foi compartilhada mais de 13 mil vezes.

Confiram a postagem mentirosa. http://www.facebook.com/photo.php?fbid=4488866254887&set=a.4464286040397.2151299.1087114985 sobretudo no Revoltados On Line

 

 

Nota de complementação e esclarecimento: http://migre.me/d2CnF

 

 

CONCLUSÃO FINAL / OPINIÃO

 

 

Podemos ver hoje em dia muitos grupos, páginas, blogs e pessoas sejam elas blogueiros, “jornalistas”, vloggers que dizem ou pregam a luta contra a corrupção, mas na verdade o que querem mesmo é arrecadar dinheiro de alguma forma, seja com a venda de camisetas, bonés, chaveiros, clicks em links de sites, comunidades de facebook, vídeos em youtube, blogs, etc… isto sem falar nos pedidos de doações via banner com números de conta corrente.

O povo anda tão desacreditado e apolítico ultimamente que a população acaba sendo uma vítima fácil de alguns oportunitas que vêm em seus verdadeiros teatros e picadeiros de rua (manifestações) uma forma de ganhar dinheiro.

Sim, a Constituição brasileira permite a liberdade de expressão e as manifestações, afinal o Brasil vive em uma democracia, mas é necessário um pouco que os olhos estejam abertos para alguns casos, principalmente aqueles que as pessoas pedem dinheiro e/ou vendem produtos alegando que este dinheiro das vendas as tornarão mais fortes nesta tal “luta contra a corrupção”. Pregam seus ideais se valendo de coisas como desrespeito, palavras de baixo-calão, insultos, mentiras, manipulações, difamações, injúrias, calúnias e ódio gratuito. Fomentam a segregação e o neo-nazismo e exalam arrogância, falsidade, animosidades e repulsa com argumentos falaciosos recheados de sarcasmo e agressividade selvagem.

O Brasil hoje está de luto, uma grande tragédia se abateu sobre a cidade de Santa Maria RS, mas de 200 pessoas morreram em um incêndio em uma boate chamada Kiss. Quem são os responsáveis pelo incêndio? Como ocorreu? Os culpados serão punidos?

Pois bem, as respostas caberão às autoridades competentes. E nós enquanto seres humanos (independente de partidos e ou ideologias), podemos e devemos cobrar a respostas das autoridades. Mas o que me deixa revoltada e não é uma revoltada on line, é uma revoltada de verdade, é em ver o quanto as pessoas podem ser tão medíocres, rasteiras e insensíveis ao luto alheio, plantando informações falsas para atacar um partido e obterem mais acessos em blogs, visualizações em seus vídeos, ganharem mais seguidores em suas páginas de facebook, etc… talvez para que estes novos seguidores sirvam como uma espécie de esquema de pirâmide para uma maior visibilidade para a venda de seus produtos ou para pedirem votos em épocas de eleições para seus candidatos administradores-sócios de suas páginas de facebook “APARTIDÁRIAS” e “QUE LUTAM CONTRA A CORRUPÇÃO”.

 

 

Já fomos menos idiotas.

 

 

Sinceramente,

 

 

 

Juliana F. Nogueira Callaway

Graduada em Marketing – University of Miami

Todos com Lúcio Flávio Pinto


Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais e sugerem Lúcio Flávio Pinto como primeiro beneficiário

publicado em 2 de abril de 2013 às 23:55

por Luiz Carlos Azenha

Reunidos ontem à noite na sede do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo, blogueiros, ativistas, militantes de partidos políticos, movimentos sociais e advogados decidiram, por consenso, criar um fundo para socorrer financeiramente colegas que sejam alvo de processos judiciais, ameaças ou violência em todo o Brasil.

O fundo de emergência será inicialmente organizado pelo Conselho Nacional da blogosfera, formado por 26 ativistas de todo o Brasil no mais recente encontro da entidade, em Salvador, na Bahia. Uma conta bancária receberá as contribuições de internautas, por enquanto em nome do Barão de Itararé. Decidiu-se também que a entidade terá um corpo jurídico exclusivamente devotado à defesa de blogueiros.

Segundo Altamiro Borges, presidente do Centro, a judicialização do debate político e a ameaça a poderes nunca antes questionados multiplicou o número de ações, que incluem ameaças, agressões e assassinatos.

“Os coronéis acostumados a mandar sem contestação ou crítica, seja em nível nacional, estadual ou local, encontram na Justiça frequentemente o caminho para calar ou intimidar a blogosfera”, afirmou Altamiro. “Com isso, escapam do debate das questões políticas de fundo, como a da democratização da mídia, para um terreno no qual dispõem de maiores recursos”, aduziu.

Presentes, os blogueiros Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Lino Bocchini — além deste que vos escreve –, que enfrentam na Justiça ações movidas por grandes corporações da mídia, declararam que não pretendem recorrer ao fundo, nem agora nem no futuro. Conceição Lemes, editora-chefe do Viomundo, explicou: “Há gente que nem dispõe de advogado e que, por falta de recursos, se cala diante de autoridades em várias partes do Brasil. Não é o nosso caso”.

Eduardo Guimarães deixou claro: “É importante que o fundo de apoio a blogueiros tenha critérios claros e pré-estabelecidos para aqueles que serão beneficiados em caso de necessidade. Sugiro que os que se interessarem por tal apoio façam uma contribuição mensal — pequena, talvez simbólica –, de forma que integre o esforço que está sendo empreendido e, assim, faça jus ao eventual apoio do qual poderá vir a precisar. Dessa maneira, não haverá questionamento sobre quem vier ou não a ser apoiado”.

Embora as decisões futuras ainda dependam do Conselho Nacional, vários oradores lembraram como absolutamente prioritário o caso do jornalista/blogueiro Lúcio Flávio Pinto, do Pará. Editor do Jornal Pessoal, Lúcio Flávio foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça a indenizar Cecílio do Rego Almeida, a quem acusou de ser grileiro de terras.

A versão mais recente do Jornal Pessoal critica o PT pela homenagem póstuma a Cecílio, proposta pelo deputado federal André Vargas, do Paraná, com apoio de José Mentor (PT-SP), conforme noticiou aqui o Viomundo.

Na edição, porém, Lúcio Flávio comemora:

“Pará recupera terras

Graças à justiça federal, o Pará vai ter de volta ao seu patrimônio quase cinco milhões de hectares de terras de que o grileiro Cecílio do Rego Almeida tentou se apossar. Os sucessores do empresário perderam o prazo do recurso e a sentença condenatória transitou em julgado.”

Através de coleta realizada via internet, Lúcio Flávio arrecadou os R$ 25.116,75 que depositou em juízo para indenizar Cecílio, depois que desistiu de recorrer no STJ. Antes, havia se perguntado: “O grileiro vencerá?”.

Apoiadores de Lúcio Flávio mantém o blog Todos com Lúcio Flávio Pinto, aqui.

Segundo o site, Lúcio Flávio também foi alvo de 15 processos judiciais, penais e cíveis movidos por uma das familias mais ricas do Pará, que controla as Organizações Maiorana, detentora entre outros negócios da concessão local da Rede Globo de Televisão.

Ao lamentar que seus recursos não tenham sido acolhidos pela Justiça, Lúcio Flávio afirmou então: “Os tribunais se transformaram em instâncias finais. Não examinam nada, não existe mais o devido processo legal. E isso não acontece só comigo. São milhares de pessoas em todo o Brasil, todos os dias, que não têm direito ao devido processo legal. Em 95% dos casos julgados no país rejeitam-se os recursos. Não tem jeito”.

Reconhecido com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em 2012, Lúcio Flávio edita o Jornal Pessoal há 25 anos, é uma das vozes mais respeitadas em questões relativas à Amazônia e se tornou símbolo da resistência da palavra contra o poder.

“A persistência de Lúcio Flávio nos anima a todos”, declarou ontem a blogueira Conceição Oliveira.

Os presentes também decidiram dar apoio aos atos previstos contra as Organizações Globo no dia 26 de abril, quando a emissora comemora 48 anos de idade. Os atos serão organizados pela Frentex — Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão — e  o FNDC — o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

As duas entidades acreditam que a Globo simboliza a concentração midiática e a falta de diversidade que se dedicam a combater. Manifestações similares aconteceram em anos anteriores. Em 2007, por exemplo, o ativista Bráulio Ribeiro, do Intervozes, declarou:

‘Todos sabem que, nesses 42 anos, a Globo tem atuado quase como um partido político, defendendo teses, candidatos e projetos que lhe interessam no Congresso. E faz tudo isso usando um bem público, que é o espectro radioelétrico. Mas, assim como qualquer emissora de rádio ou televisão, a Globo é uma concessionária de um bem público. Portanto, o interesse público é que deveria reger o uso desse bem’, explica Ribeiro.

Desde então, pouco mudou, como ficou claro em episódios como o da bolinha de papel nas eleições presidenciais de 2010 e nos 18 minutos dedicados pelo Jornal Nacional a uma “retrospectiva” do mensalão, na semana que antecedeu o segundo turno das eleições municipais de São Paulo, em 2012. Nos dois casos, coincidentemente, o candidato tucano José Serra enfrentou adversários do PT.

Durante o encontro, Altamiro Borges anunciou que está praticamente pronto um levantamento nacional sobre os processos, ameaças, perseguições e assassinatos cometidos contra blogueiros, que será encaminhado junto com uma carta-denúncia à Organização dos Estados Americanos e às Nações Unidas.

O mapa dará origem a um blog dos ameaçados, que será linkado nos principais endereços da blogosfera de esquerda do Brasil.

Os blogueiros presentes também prometerem apoio ao Projeto de Iniciativa Popular de um novo marco regulatório das comunicações organizado pela campanha Para Expressar a Liberdade, que será apresentado ao Congresso nos moldes do projeto que acabou dando origem à Lei da Ficha Limpa. O objetivo é recolher pelo menos um milhão de assinaturas. A coleta começa no dia do aniversário da Globo mas deverá ganhar força ainda maior no Primeiro de Maio, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) dedicará as comemorações do Dia do Trabalho a defender “o direito de todos à palavra”.

PS do Viomundo: Durante o evento, Paulo Henrique Amorim lembrou o mote do mais recente encontro de blogueiros, o “Nada além da Constituição”, ou seja, tudo o que se pretende é que a Constituição de 1988 seja cumprida ao pé da letra.

PS do Viomundo2: Nossos agradecimentos ao senador Roberto Requião e aos deputados Paulo Pimenta e José Genoino, que manifestaram publicamente sua defesa deste blog e da blogosfera no caso das ações judiciais.

Belém, 7 de Janeiro de 1835: O dia em que os servos se tornaram senhores.


Saiba mais sobre o levante popular da Cabanagem

A miséria e a submissão imposta pelo Império levaram às armas a população de Belém. Um dos maiores levantes do período, a Cabanagem transformou servos em senhores…

Texto: Fred Linardi

Era noite de festa de Reis no Brasil Império e o povo de Belém festejava ao luar. Autoridades portuguesas e famílias poderosas brindavam na noite de gala do Teatro da Providência. Do lado de fora, estava armado o palco de uma guerra anunciada. No dia 6 de janeiro de 1835, aproveitando a distração geral pela data santa, mais de 1 000 guerrilheiros empunhando espingardas, mosquetões, foices, terçados e espadas se escondiam nas matas ao redor da cidade, cortada por igarapés. Moradores de Belém misturavam-se a combatentes vindos do interior. Chegaram à capital no começo do ano e já planejavam o ataque.

À saída do teatro, o presidente da província, Bernardo Lobo de Souza, foi para a casa da amante. Demorou a perceber o caos na cidade. Esgueirando-se pelos quintais, de casa em casa, conseguiu ficar escondido até o início do outro dia. Quando saiu à rua, foi morto à bala por um índio tapuio. Caiu em frente ao palácio do governo, tomado pelos cabanos durante a madrugada. Comerciantes, fazendeiros e intelectuais apartados das decisões na província lideraram a ofensiva dos tapuios (índios que abandonaram suas tribos), negros escravos e libertos, mamelucos, cafuzos, mulatos, mestiços e também brancos. Entre tantas origens diferentes da massa que surpreendeu os soldados aliados à Regência, uma característica comum batizou a revolta. Muito pobres e explorados na economia extrativista da região, os rebeldes moravam em cabanas simples de barro, cobertas de palha. A Cabanagem (1835-40) combateu o domínio do Império e da elite portuguesa local, acostumada aos privilégios coloniais. A população buscava melhores condições de vida e reclamava da tirania do governo do Grão-Pará, imposto pelo poder central no Rio de Janeiro. Não foi difícil para um grupo de proprietários e religiosos cooptar os mais necessitados sob a bandeira da luta pela autonomia da província. Mais próxima de Lisboa do que do Sudeste, Belém resistiu a aderir ao Brasil independente. Não aceitava as ordens vindas da nova capital do Império, o Rio. A instabilidade política se arrastava havia vários anos.

A revolta estourou depois da morte do cônego João Batista Campos. Ameaçado após sucessivas brigas públicas com Bernardo Lobo de Souza, ele fugiu da cidade no fim de 1834. Uma infecção no rosto provocada por um acidente com uma lâmina de barbear matou o religioso enquanto ele estava foragido. Para os cabanos, a culpa era do presidente.

Há quem compare a tomada do palácio do governo pelos cabanos à Queda da Bastilha, marco da Revolução Francesa na Paris de 1789. Era grande a presença de estrangeiros na região. A França costumava exilar prisioneiros contrários ao regime vigente na vizinha Guiana Francesa. No livro A Miserável Revolução das Classes Infames, o historiador Décio Freitas relata o testemunho de Jean-Jacques Berthier, um exilado francês que vai a Belém e se une ao movimento. “Na época havia, sim, um temor do Império quanto à aproximação das camadas populares, principalmente dos escravos e índios, com os franceses. Mas a Revolução Francesa saiu vitoriosa, enquanto o triunfo da Cabanagem está mais na memória”, diz Eliana Ferreira, historiadora e pesquisadora na Universidade Federal do Pará.

A partir de Belém, os rebeldes conseguiram manter o controle da província por pouco mais de um ano.

Intrigas e traições entre os líderes causaram tanto prejuízo quanto as tropas inimigas. O governo cabano nasceu de uma culminância de movimentos formados ao longo dos anos anteriores. Os vários setores que se juntaram ao levante fizeram sua força, mas não demorou para que as divergências aparecessem. O primeiro presidente indicado, Félix Malcher, simpático ao Império, foi chamado de traidor e assassinado em meio à disputa de poder com o comandante de armas, Antônio Vinagre. O cadáver foi arrastado pelas ruas, a exemplo do que acontecera com Bernardo Lobo de Souza. Antes de completar 45 dias o governo cabano já tinha um novo chefe: Francisco Vinagre, irmão de Antônio.

Ao todo, três líderes rebeldes presidiram a província. Já na primeira gestão, uma moeda antiga passou a ser reutilizada e só valia no estado. Cabanos se apropriaram de casas de famílias portuguesas ou ligadas ao antigo regime. “Em algumas fazendas, castigaram os senhores com as mesmas torturas que haviam sofrido antes. O porte de arma foi legalizado, o que dava aos cabanos a sensação de realmente pertencerem à cidade. Isso tudo representava uma grande mudança no cotidiano”, diz Ferreira. Mas em nenhum momento eles conseguiram consenso em torno de um projeto viável de governo.

Caos

A situação de Belém foi se tornando deplorável. Destruída pelos combates, enfrentou epidemias de varíola, cólera e beribéri. A população passava fome. A cidade ficou cercada por escunas e fragatas ligadas ao Império, onde se instalaram políticos e militares foragidos. O primeiro contra-ataque provocou a fuga dos cabanos para o interior. A ofensiva teve a ajuda do presidente Francisco Vinagre, em outro exemplo dos interesses contraditórios dentro do movimento. Os rebeldes resistiram sob o comando do irmão dele e de Eduardo Angelim. Em pouco tempo eles retomaram a capital e, aos 21 anos, Angelim assumiu o poder. Último presidente cabano, foi derrotado nove meses depois pela poderosa esquadra do brigadeiro Francisco José Soares de Andrea.

Angelim fugiu novamente da cidade, mas foi capturado e deportado. A violenta caça aos cabanos pela Amazônia prosseguiu até 1840. “Nesse período, a Cabanagem continua de forma que ainda não se sabe ao certo. Havia fortes lideranças em cidades como Vigia e Santarém, mas os estudos precisam ser aprofundados”, afirma Ferreira. Mais de 30 mil rebeldes foram executados, um terço dos habitantes da província. A tortura era comum. Militares exibiam colares feitos com orelhas secas de cabanos.

No fim da revolta, Belém só tinha mulheres, crianças e idosos. A participação feminina nas conspirações e combates é foco de estudos recentes. Muitas mulheres foram atacadas e violentadas, do lado cabano e das famílias ligadas à Regência. Não há provas de que elas tenham participado das frentes de batalha, mas é certo que atuaram nos bastidores. “Um dos exemplos é a dona Bárbara, uma viúva de militar que foi até a corveta Defensora munida de moedas de ouro. O navio abrigava presos políticos.” Eliana Ferreira sugere que ela tenha tentado comprar a liberdade de rebeldes. Parte do trabalho de troca de informações e suprimento de comida para os cabanos era feita por mulheres.
Mesmo sangrenta, a Cabanagem (1835-40) foi o mais bem-sucedido levante popular brasileiro.

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Quincas “Berro D’água”: Quem tem cú tem medo!


Não estou vendo nenhuma Lista de Furnas!

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, acaba de negar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que os condenados à prisão no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, sejam presos imediatamente. Barbosa considerou injustificáveis os argumentos apresentados pela PGR.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitou na última quarta-feira (19) que as sentenças do STF fossem executadas o quanto antes.

Gurgel argumentava que as decisões tinham que cumpridas tão logo proclamadas já que não há outra instância a quem os condenados possam recorrer além do próprio STF. Ao contrário dos advogados de defesa de vários condenados, que sustentavam que a sentença não poderia ser executada enquanto não fossem esgotados todos os recursos jurídicos a que os condenados têm direito.

“Não podemos ficar aguardando a sucessão de embargos declaratórios [tipo de recurso], haverá certamente a tentativa dos incabíveis embargos infringentes [outra forma de recurso]. E o certo é que o tempo irá passando sem que a decisão tenha a necessária efetividade”, justificou o procurador-geral.

 

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Joaquim Barbosa vai dar o golpe?


Prisão imediata sem justificação é puro nazismo jurídico

 

Nos delicados momentos de alto risco para o Estado de Direito e suas garantias, todos nós, por mais que nosso espírito esteja carregado de emoção e de ódio contra os fraudadores do dinheiro público e do poder, de sectarismos partidários ou de preconceitos ideológicos, temos que contar até 10, dar espaço para a razão e raciocinar como juristas e cidadãos preocupados com o futuro da nação, não com imediatismos populistas irracionais, típicos da era nazista de Hitler.
Há um livro que todos os acadêmicos e juristas jamais poderiam deixar de ler: Los juristas del horror (de Ingo Müller).
Quem lê este livro tem a nítida sensação de que a prisão imediata de qualquer réu no país, antes do trânsito em julgado, como mera antecipação da pena, tal como pediu o procurador-geral, sem a presença dos requisitos da prisão preventiva, pouco importando se o réu é rico ou pobre, petista ou peessedebista, preto ou branco, tem todo sabor de exceção, colocando esse ato do procurador-geral, com todo colorido populista, ao lado dos atos idênticos dos juristas nazistas como Goering, Goebbels, Rosenberg, Himmler, Dahn, Schaffstein, Schmitt, tidos como juristas monstros, guiados pelo fanatismo, demagogia e populismo.
Do ponto de vista estritamente jurídico, o pedido do procurador-geral da República é uma aberração, porque ele pede a antecipação da pena, não a decretação da prisão preventiva, com seus fundamentos, o que é refutado pelo STF desde 2009. O STF tem jurisprudência firmada há longo tempo (HC 84.078/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau),
no sentido de que a execução de uma pena só pode ocorrer após o trânsito em julgado da sentença. Antes disso, somente em casos excepcionais é admitida a prisão preventiva (a execução provisória), quando presentes os requisitos do art. 312 do CPP. Se um réu ameaçar fugir do país, por exemplo, cabe a prisão preventiva.
Fora disso, é puro populismo penal midiático. Dai a César o que é de César. O que é justo é justo e o que se traduz numa ideia aberrante não pode deixar de ser reconhecida como uma ideia aberrante (consoante os parâmetros jurídicos vigentes). Atos populistas colocam seus autores dentre os chamados “horrendos juristas” (segundo Hochhuth).
O servilismo da justiça nazista ao Executivo (ao Führer) está sendo substituído no século XXI pelo servilismo da justiça ao populismo penal midiático, conforme procurei demonstrar em livro que sairá dentro de poucos dias pela editora Saraiva. O fanatismo e a irracionalidade não podem servir de guias da justiça, a não ser que se queira que ela jogue o jogo do populismo e da demagogia.
Fonte: Blog Sujo
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Helenira, aliás Preta, aliás Fátima


HELENIRA RESENDE DE SOUZA NAZARETH (1944-1972)Nascida na pequena cidade de Cerqueira César, próxima a Avaré, no interior paulista, Helenira mudou-se aos 4 anos para Assis, onde cresceu. Concluiu ali o curso clássico no Instituto de Educação Prof. Clibas Pinto Ferraz, onde foi uma das fundadoras do grêmio de representação dos alunos. Mudou-se então para São Paulo e cursou Letras na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), localizada, naquele tempo, na rua Maria Antônia.

Na época, foi eleita presidente do Centro Acadêmico. Tornou-se importante liderança no movimento estudantil, sendo conhecida também pelo apelido de “Preta”.

Helenira

A primeira prisão de Helenira aconteceu em junho de 1967, quando escrevia nos muros da Universidade Mackenzie, na própria rua Maria Antônia, a frase: “Abaixo as leis da ditadura”. Voltou a ser presa em maio de 1968, quando convocava colegas para uma passeata na capital paulista. Naquele mesmo ano de fortes mobilizações estudantis, foi presa pela terceira vez em Ibiúna (SP), agora como delegada no 30o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade da qual era vice-presidente.

Apontada como liderança no movimento estudantil, foi transferida do Presídio Tiradentes para o Dops. Depois, a estudante seria levada para o presídio feminino do Carandiru, onde ficou detida por dois meses. A família conseguiu libertá-la mediante habeas corpus na véspera da edição do AI-5.
A partir de então, Helenira, que já era militante do PCdoB, passou a viver e a atuar na clandestinidade, morando em vários pontos da cidade e do país antes de se mudar para o Araguaia.
Conhecida como Fátima naquela região, integrou o Destacamento A da guerrilha, unidade que recebeu seu nome depois que ela foi morta, em 28 ou 29 de setembro de 1972. Teria matado um militar e atingido outro, antes de ser ferida e morta. Metralhada nas pernas e torturada até a morte, segundo depoimento da ex-presa política Elza de Lima Monnerat na Justiça Militar, foi enterrada na localidade de Oito Barracas.
No “Livro Negro” do Exército, divulgado pela imprensa em abril de 2007, consta, a respeito dela, na página 724: “No dia 28 [de setembro de 1972], um grupo que realizava um patrulhamento quase caiu numa emboscada fatal. No entanto, falhou a arma ou fraquejou um dos terroristas e o grupo foi alertado. Como se tratasse de uma passagem perigosa, o grupo tinha exploradores evoluindo pela mata, os quais reagiram a tempo. O terrorista cuja arma falhara logrou fugir. O outro, que abriu fogo com uma espingarda calibre 16, caiu morto no tiroteio que se seguiu.
Trata-se de Helenira Resende de Souza Nazareth (Fátima), do destacamento A”. No livro A lei da selva, o jornalista Hugo Studart transcreve o seguinte trecho do diário do dirigente do PCdoB, Maurício Grabois, de autenticidade ainda não comprovada, cuja narração tem pontos comuns e pontos divergentes em relação ao Relatório Arroyo, acerca de Helenira: Um deles, o sargento, veio para o lado do barranco onde estavam nossos combatentes. Lauro, que portava arma longa semiautomática de nove tiros, atrapalhou-se com a arma, não atirou e fugiu. O milico pressentiu a Fátima e disparou o FAL em sua direção. Esta, com sua arma de caça 16, o fuzilou. Em seguida, correu e se entrincheirou mais adiante. Um soldado, que pesquisava o local à sua procura, foi por ela abatido mortalmente com tiros de revólver 38. Ferida nas pernas, foi presa. Perguntaram-lhe onde estavam seus co. Respondeu que poderiam matá-la, pois nada diria. Então os milicos a assassinaram friamente. Seu corpo foi enterrado nas Oito Barracas, para onde foi transportado em burro.
Fonte: Conceição Oliveira.
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Boff: Reinaldo Azevedo é igual a um “Rola-Bosta”


Segundo o pensador Leonardo Boff, Veja e seu blogueiro albergado não gostam do Brasil e dos brasileiros; ele diz ainda que Reinaldo Azevedo, que chamou o arquiteto Oscar Niemeyer de “metade gênio e metade idiota”, é um “consumado idiota”; leia seu artigo

247 – O pensador Leonardo Boff respondeu,num artigo, às críticas do blogueiro de Veja Reinaldo Azevedo contra Oscar Niemeyer. Para Reinaldo, que publicou três textos sobre o assunto em seu blog, o brilhante arquiteto brasileiro era “metade gênio e metade idiota”. Em seu último post o colunista menciona que Niemeyer foi a capa da última edição da revista, “com todas as honras”.

De acordo com o filósofo, Reinaldo se assemelha a um escaravelho, popularmente chamado de besouro rola-bosta, “que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta”. Boff diz que “algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás” para atacar o artista brasileiro.

Como muitos leitores do blogueiro diante dos posts sobre Niemeyer, o filósofo assegura: “Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado”. Leia abaixo a íntegra de seu artigo:

Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho

Com a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.

E o fazemos por duas razões principais: a primeira, porque Oscar humildemente nunca considerou a arquitetura a coisa principal da vida; ela pertence ao campo da fantasia, da invenção e do lúdico. Para ele era um jogo das formas, jogado com a seriedade com que as crianças jogam.

A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos. Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.

Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.

Leonardo Boff

Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.

Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.

Notoriamente, VEJA se compraz em desfazer as figuras que melhor mostram nossa cultura e que mais penetraram na alma do povo brasileiro. Essa revista parece se envergonhar do Brasil, porque gostaria que ele fosse aquilo que não é e não quer ser: um xerox distorcido da cultura norte-americana. Ela dá a impressão de não amar os brasileiros, ao contrário expõe ao ridículo o que eles são e o que criam. Já o titulo da matéria referente a Oscar Niemeyer da autoria de Azevedo, revela seu caráter viciado e malevolente: “Para instruir a canalha ignorante. O gênio e o idiota em imagens”. Seu texto piora mais ainda quando, se esforça, titubeante, em responder às críticas em seu blog do dia 8/12 também na VEJA online com um título que revela seu caráter despectivo e anti-democrático:”Metade gênio e metade idiota- Niemeyer na capa da VEJA com todas as honras! O que o bloco dos Sujos diz agora?” Sujo é ele que quer contaminar os outros com a própria sujeira de uma matéria tendenciosa e injusta.

O que se quer insinuar com os tipos de formulação usados? Que brasileiro não pode ser gênio; os gênios estão lá fora; se for gênio, porque lá fora assim o reconhecem, é apenas em sua terceira parte e, se melhor analisarmos, apenas numa quarta parte. Vamos e venhamos: Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado. Seguramente Azevedo está inscrito no número bem definido por Albert Einstein: “conheço dois infinitos: o infinito do universo e o infinito dos idiotas; do primeiro tenho dúvidas, do segundo certeza”. O articulista nos deu a certeza que ele e a revista que o abriga possuem um lugar de honra no altar da idiotice.

O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de “greed is good” (cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.

O Pobre Reinaldo

Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.

A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.

Paro por aqui. Mas quero apenas registrar minha indignação contra esta revista, em versão online, travestida de escaravelho por ter cometido um crime lesa-fama…

Fonte: Brasil 247

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Barbosão, o Jurisferante


O Quincas pirou de vez: Envolto na sua toga preta, ofuscado pela luz dos holofotes, o ex-Exmo. Sr. vai atabalhoadamente se chocando com os pilares da democracia brasileira; mas no seu mundinho midiático (entretanto particular), quando se olha num espelho já não vê o advogado, juiz, e agora Ministro do STF…e sim um super-herói Marvel.

Com tantos superpoderes imaginários – o títere vingador sobrevoa o país cenográfico que só ele vê, distribuindo justiçamentos sumários, atropelando as instituições e princípios jurídicos consagrados até pela Declaração de Direitos Humanos.

Seus poderes são, definitivamente, sobrenaturais.

Para nosso consolo, o dito popular vaticina: “Quando a esperteza é muita, vira bicho e come o dono”.

Oxalá!

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XI Festival de Ópera do Theatro da Paz


Theatro da Paz apresenta “Salomé”

O tradicional Festival de Ópera do Theatro da Paz chega em sua 11ª edição. Este ano, a programação inicia dia 17 de outubro e vai até 1º de dezembro. O evento será aberto com uma das mais famosas óperas de todos os tempos: “Cavalleria Rusticana”, de Pietro Mascagni, com os cantores Laura de Souza, Rinaldo Leone, Alfa de Oliveira, Rodolfo Giugliani e Luciana Tavares nos principais papéis. A regência será do maestro italiano Gian Luigi Zampieri e a direção cênica do premiado Iacov Hillel.

A segunda ópera do Festival será “João e Maria”, com direção de Flávio de Souza, regência do maestro Jamil Maluf e os solistas Luciana Bueno, Laryssa Alvarazi, Regina Helena Mesquita, Adriana Clis, Leonardo Neiva, Luciana Tavares e Aliane Sousa. Trata-se da ópera de maior sucesso de público já montada no País: estreou há 11 anos e desde então já foi apresentada em diversas capitais brasileiras.

A terceira ópera é o grande desafio deste ano, por causa da sua grandiosidade e complexidade musical: “Salomé”, de Richard Strauss. Conta a conhecida história da princesa que exigiu do padrasto Herodes a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. A cantora que fará o papel-título vem da Holanda: Annemarie Kremer, uma das mais disputadas sopranos européias. João Batista será vivido por Rodrigo Esteves, considerado um dos principais barítonos brasileiros da atualidade e que no ano passado participou da montagem de “Tosca” em Belém.

Dois recitais que acontecem na Igreja de Santo Alexandre merecem destaque: do baixo-barítono português Antônio Salgado e da soprano paraense Carmen Monarcha. Professor de canto – já lecionou cursos na Espanha, Itália, Inglaterra, Brasil e Áustria, além de Portugal –, Salgado participa regularmente de montagem de óperas em toda a Europa e vai apresentar em Belém um recital de canções portuguesas e brasileiras, com textos de Camões a Vinícius de Moraes.

Carmen Monarcha dispensa apresentações: depois do enorme sucesso obtido em São Paulo (fez trinta apresentações no Ginásio do Ibirapuera como solista da orquestra de André Rieu, para um público total estimado em 200 mil pessoas), ela vai fazer em Belém um recital em homenagem aos 100 Anos de compositor paraense Gentil Puget. Este ano também haverá a Master Class conduzida pela soprano gaúcha, Laura de Souza.

O encerramento do XI Festival de Ópera do Theatro da Paz será marcado por um espetáculo ao ar livre, em frente ao Theatro da Paz. Os ingressos começam a ser vendidos na bilheteria do teatro a partir do dia 8 de outubro. As pessoas que não residem no Estado interessadas as óperas “Cavalleria Rusticana”, “João e Maria” e “Salomé” ou para a apresentação da Amazônia Jazz Band, podem enviar e-mail para bilheteriatp@supridados.com.br , a partir da mesma data, e garantir os seus. Os valores variam de R$ 20,00 a R$ 60,00. A entrada para a programação na Igreja de Santo Alexandre, é franca. Este ano, a bilheteria vai funcionar às segundas-feiras e no dia 12 de outubro, mesmo sendo feriado, também estará aberta.

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Dali em Paris


Capital francesa sedia exposição de Salvador Dali

Com o objetivo de revelar as mil e uma facetas de uma das figuras mais fascinantes e controversas e arte do século XX, serrá aberta, nesta quarta-feira (21), no Centro Pompidou, em Paris, a maior exposição dedicada ao surrealista espanhol Salvador Dalí em 30 anos.

Excêntrico, provocador, obcecado por sexo e dinheiro,batizado de André Breton, criou uma imagem que foi escondido, e às vezes ofuscado seu gênio como artista.

“Essa retrospectiva objetiva revalorizar Dalí”, disse Manuel Borja Villel, diretor do Museu Reina Sofia, em Madrid, que uniu forças com o Pompidou para organizar a exposição, que reúne cerca de 200 obras, incluindo alguns que nunca foram expostos.

“Ele merece uma exposição grande, que revele a magnitude de toda a sua obra”, disse o diretor do Museu de Arte Moderna, o Centro Pompidou, Alfred Pacquement, que lembrou que a retrospectiva última dedicada a Dalí, que teve lugar em 1979, imposta registro público, quase 900 mil visitantes.

A façanha de ter reunidas tantas obras, e todos os períodos do artista nascido em Figueras,-pinturas, esculturas, objetos, desenhos, só foi possível porque o Centre Pompidou juntou o Reina Sofia, que vai apresentar uma retrospectiva de 24 Abril de 2013, os organizadores sublinhou.

Foi isso que permitiu a realização de obras excepcionais, tais como A Persistência da Memória (1931), que é um dos tesouros do MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e Construção macia com feijões cozidos (Premonição da Guerra civil) (1936), que foi fornecida pelo Museu de Arte de Filadélfia, excepcionalmente, Monse disse Aguer, um dos quatro comissários.

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha. 

Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expulso desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar.

Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.

A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Visitante na exposição, nesta manhã de 21/11

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