Dia do Cinema Brasileiro


E por falar em Cinema, VOCE SABE

Em 19 de julho de 1898, o irmão de Paschoal Segreto, Afonso Segreto, rodava o primeiro filme genuinamente nacional no Rio de Janeiro. Tratava-se, na verdade, de um documentário, com cenas da Baía de Guanabara.

Ao retornar da Itália, a bordo do navio Brésil, Afonso fez tomadas para o filme que pretendia rodar em solo brasileiro. O primeiro plano cinematográfico mostra o navio entrando na Baía de Guanabara, estreando equipamentos modernos para a época, trazidos do exterior.

A seguir, até 1907, o documentário seria o gênero predominante. Cenas sobre o cotidiano carioca e filmagens de locais como Largo do Machado e a Igreja da Candelária, com o mesmo estilo dos documentários franceses do início do século.

A partir deste ano, diversas salas de projeção foram inauguradas tanto no Rio quanto em São Paulo, fazendo com que o período entre 1908 e 1912 fosse considerado a belle époque do cinema brasileiro. Até mesmo um centro de produção foi criado no Rio, mas logo suas atividades diminuíram, com a entrada de fitas norte-americanas no país.

Cinédia: este é o nome do primeiro estúdio de cinema do Brasil, instalado no Rio de Janeiro por Adhemar Gonzaga, no ano de 1930, e que levava ao público comédias musicais e dramas populares. Em 1934, Carmem Santos montou ainda a produtora carioca Brasil-Vita Filme, que contou com Humberto Mauro no seu quadro de cineastas. Em 1941, surgiu a Atlântida, filmando as inesquecíveis chanchadas (comédias muito populares, de custo baixo), que marcaram época.

O fim do sonho dos grandes estúdios deixou o bastão da arte cinematográfica brasileira nas mãos de diretores como Nélson Pereira dos Santos, de “Rio 40 graus”, Anselmo Duarte, de “O Pagador de promessas” e Walter Hugo Khouri, de “Noite Vazia”.

O comediante Amácio Mazzaropi, uma das estrelas da Vera Cruz, montou sua própria produtora, em 1963, e rodou filmes como “Casinha Pequenina”. Influenciou toda uma geração de humoristas, com seu jeito único de fazer graça e criando tipos caipiras como Jeca Tatu, sendo um fenômeno de bilheteria.

Nesse mesmo ano, também se destacou a produção de Glauber Rocha “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, além de “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade. No final da década de 60, Júlio Bressane lançou “Matou a Família e foi ao Cinema”, dentro da chamada estética marginal, que trata com deboche a situação social do país.

Em meados da década de 70, Renato Aragão, o Didi, iniciou uma carreira bem sucedida dos filmes de Os Trapalhões, protagonizando “Os trapalhões no Planeta dos Macacos”. Desta primeira fita até a última, “Simão – O Fantasma Trapalhão”, rodada em 1998, Renato Aragão detém o conjunto da maior bilheteria do cinema brasileiro.

Bruno Barreto também tem sua cota de maior bilheteria, ao alcançar 12 milhões de espectadores (de 1976 a 1998), com “Dona Flor e seus Dois Maridos”.

Em 1979, com o término da censura, a política e a realidade nacional foram mostradas por Cacá Diegues, em “Bye Bye Brasil” e, dois anos depois, por Roberto Faria, em “Pra frente Brasil”.

Na década de 80, filmes como “Marvada carne”, de André Klotzel, e “O homem da capa preta”, de Sérgio Resende – diretor que depois veio a lançar a superprodução “Mauá, o imperador e o rei” – ocuparam lugar de destaque no circuito nacional, não esquecendo o documentário “Jango”, de Sílvio Tendler.

Rico em produções, os anos 80 trouxeram ainda “Eles não usam black tie”, de Leon Hirszman, ganhador do Leão de Ouro em Veneza, em meio a outros filmes de repercussão internacional, como “Memórias do cárcere”, de Nélson Pereira dos Santos, “Pixote, a lei do mais fraco” e “O beijo da mulher aranha”, de Hector Babenco, “Parahyba mulher macho”, de Tizuka Yamazaki e “Eu sei que vou te amar”, de Arnaldo Jabor.

Fonte:

Cine Olympia – Os primeiros Cem Anos


Em 1912

É o mais antigo cinema do Brasil em funcionamento.

Na época da inauguração do Olympia, Belém já tinha doze cinemas, como o do Beco do Carmo, além de contar com as exibições volantes, principalmente no Arraial de Nazaré, durante os festejos do Círio. O Olympia, no entanto, foi o primeiro cinema de luxo da cidade.

Nas lembranças de quem viveu a época, as décadas de 30 e 40 foram especialmente positivas para o cinema, quando funcionou o maior número de salas simultaneamente.

O Olympia fazia parte da firma Teixeira & Martins (de Antônio Martins e Carlos Augusto Teixeira, também donos do Grande Hotel e do Palace Theatre), que mais tarde se tornaria Empresa Cinematográfica Paraense Ltda, do banqueiro Adalberto Marques. Durante a administração dessa empresa, o Olympia tinha grande público, mesmo nas sessões da meia noite, instituídas com sucesso.

A sala foi inaugurada com pompa. Tinha 400 poltronas, 10 ventiladores elétricos, 6 portas e 14 janelas abertas nas laterais do prédio, profusamente iluminado. Na época do Círio, assim como os outros cinemas, o Olympia mudava-se para uma barraca no arraial de Nazaré.

Na década de 50, já sob a administração da Empresa São Luiz (Severiano Ribeiro), o cinema mostrava os primeiros sinais da decadência, virando alvo das campanhas estudantis para melhoria nas instalações. O cinema quase foi fechado, mas permaneceu funcionando firme até 1960, quando veio a tão esperada reforma. A sala ganhou cadeiras estofadas e condicionador de ar central. Na história do Olímpia (o cinema perdeu o y na década de 30) constam o Jornal Olympia, criado ainda nos primeiros anos da sala para divulgar sua programação, e dois filmes realizados sobre sua história.

Atualmente o Cine Olympia não se dedica exclusivamente às exibições de filmes, mas abriga programações de diversos segmentos culturais.

Muito mais do que um cinema, o Olympia é parte da história do Pará e, por isso, está aberto todos os dias, das 8h às 21h, para visitação. A programação é exibida de terça-feira a domingo, sempre às 18h30. A escolha dos filmes é feita pelo crítico de cinema Marco Antônio Moreira. “Temos parcerias com embaixadas e consulados, e isso garante a exibição de filmes de qualidade, que não sejam comerciais, mas artisticamente interessantes. Além, é claro, das produções locais”, diz ele. Segundo a gerente do Olympia, Nazaré Moraes, nas sessões durante a semana, o público varia entre 80 e 120 pessoas diariamente. Nos finais de semana, esse número sobe para 230, quase a metade dos 420 lugares disponíveis.

Outra atividade do Cine Olympia é o projeto A escola vai ao cinema, voltado a estudantes de bairros da periferia. “Muitas dessas crianças são carentes e não têm oportunidade de ir ao cinema”, explica Marco Antônio, acrescentando que as escolas devem entrar em contato com a administração do espaço para agendar a exibição.

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Cinema Italiano – 2


Como vimos na primeira parte deste artigo, a história do cinema italiano se assemelha muito com com a do cinema brasileiro.

Na Italia, ele foi muito popular dos anos 50 aos anos 70. Ao longo dos anos 70, a Itália fazia muitas comédias populares, e o Brasil fazia a comédia pornochanchada.

O gênero de comédia popular na Itália era hegemônico, derrotando até mesmo os filmes de Hollywood.

Michelangelo Antonioni (1912 – 2007)

Bernardo Bertolucci (1941 – )
 

Clique na foto para ver um trecho do filme

Frederico Fellini (1920 – 1993)
 

Clique na foto para ver o trailler de Satyricon

Finalmente, não poderiamos falar sobre cinema italiano sem citar o grande Maestro Ennio Morricone, autor de inesquecíveis trilhas sonoras dos conhecidos Westerns Spaguetti, como ficaram conhecidos os faroestes italianos…e olhem, muitos deixam os americanos comendo a poeira dos cavalos!
Clique para ouvir o célebre tema de “The good, the bad & the ugly”

 

 

Fontes:

http://forum.the-west.com.br/showthread.php?t=22191

http://www.webcine.com.br/historia2.htm

por eudyr Postado em CINEMA

Cinema Italiano – 1


O Neo-Realismo

Movimento cinematográfico com preocupações humanistas, que nasceu do anti-fascismo do pós II Guerra Mundial em Itália e que, muito embora o seu curto período de existência (1943-1952), influenciou o cinema italiano e mundial.

Marcada pela ditadura de Benito Mussolini nas décadas anteriores, a Itália do pós guerra era um país devastado, com uma economia em grandes dificuldades e que sentia a difícil transição da agricultura para a indústria. Esta realidade estava longe do cinema italiano, quer das produções nacionais, que se resumiam a histórias fantasiosas e irreais, quer devido às produções de Hollywood, que inundavam o país. Neste contexto, os neo-realistas reclamavam que o cinema devia “ver” e analisar a realidade, mostrando a vida italiana sem embelezamento. A filosofia do neo-realismo, cujas fundações foram estabelecidas pelo poeta e argumentista Cesare Zavattini, tinha, assim, uma clara preocupação humanista, onde se enfatizava a vida real e o espírito colectivo.

Com poucos recursos, linguagem mais simples, temáticas contestadoras, atores não-profissionais e tomadas ao ar livre os filmes retratam o dia-a-dia de proletários, camponeses e pequena burguesia. “Obsessão” (Ossessione – 1943), de Luchino Visconti, é considerada a obra inaugural do neo-realismo. A trilogia de Roberto Rosselini, Roma, “Cidade Aberta” (Roma, città aperta / Rome, Open City – 1945), “Paisà” (Paisà – 1946) e “Alemanha, Ano Zero” (Germania Anno Zero / Germany Year Zero – 1947), ao lado de “Ladrões de Bicicleta” (Ladri di Biciclette / The Bicycle Thief – 1948) e “Umberto D” (Umberto D – 1952), de Vittorio De Sica, constituem os grandes marcos do movimento. Destacam-se também “A Romana” (La Romana / Woman of Rome – 1954), de Luigi Zampa, “O Capote” (Il Cappotto / The Overcoat – 1952), de Alberto Lattuada, “O Ferroviário” (Il Ferroviere / Man of Iron / The Railroad Man – 1956), de Pietro Germi, e “A Terra Treme” (La Terra trema / The Earth Trembles – 1948), de Visconti.

 
Vittorio De Sica (1902-1974), diretor e ator italiano, estréia no cinema em 1922. Na década de 30, torna-se o galã popular nas comédias ligeiras do diretor Mario Camerini. A partir de 1940 passa a dirigir, trabalhando em parceria com o roteirista Cesare Zavattini. Juntos, realizam as maiores obras do neo-realismo: “Milagre em Milão” (Miracolo a Milano / Miracle in Milan – 1950) e “O Teto” (Il Tetto / The Roof / Le Toit – 1956). Recebe três Oscars de filme estrangeiro por “Ontem, Hoje e Amanhã” (Ieri, Oggi e Domani / Yesterday, Today and Tomorrow – 1963), “Casamento à Italiana” (Matrimonio all’Italiana / Marriage Italian-Style – 1964) e “O Jardim dos Finzi Contini” (Il Giardino dei Finzi-Contini / The Garden of the Finzi-Continis – 1971).
 
Luchino Visconti (1906-1976), Logo em seu primeiro trabalho, uma amostra do que poderíamos esperar durante toda a sua existência cinematográfica: polêmica. Em Obsessão, de 1943, Visconti fez uma adaptação não autorizada do livro The Postman Always Rings Twice, de James Cain. Ele conta a história do homem que, em meio à difícil vida durante a guerra, se instala em uma pensão com comida e emprego. Só que se apaixona pela mulher do dono do lugar e, juntos, pretendem matar o marido dela para não haver nada que os impeça de ficarem unidos.

Por causa do não pagamento dos direitos autorais da obra original, o filme foi proibido nos Estados Unidos até a década de 70. Aqui no Brasil, é fácil achá-lo, pois é vendido separadamente ou em uma das caixas do diretor em DVD. Além de sua versão, outras duas chegaram aos cinemas: uma em 1946, dirigida por Tay Garnett, e outra em 1981, dirigida por Bob Rafelson e estrelada por Jack Nicholson e Jessica Lange.

O neo-realismo no Brasil
 
 
 

O neo-realismo no Brasil tem suas raízes em “Moleque Tião” (1943), dirigido por José Carlos Burle e roteiro de Alinor Azevedo; “Agulha no Palheiro” (1952), dirigido e roteirizado por Alex Viany; e “Amei Um Bicheiro” (1952), dirigido por Jorge Ileli e roteirizado por Paulo Wanderley. O primeiro filme brasileiro considerado propriamente como neo-realista, porém, foi “Rio 40 Graus” (1954), de Nélson Pereira dos Santos.

Fontes:

http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=11255

http://www.webcine.com.br/historia2.htm

http://www.apropucsp.org.br/revista/rcc04_r05.htm

por eudyr Postado em CINEMA