Pra fazer bonito de novo


Minha Mangueira que me desculpe, mas esse ano estou Imperatriz!

A lenda do Muiraquitã é considerada um verdadeiro amuleto da sorte, que consiste num sapinho feito de pedra ou argila, é geralmente de cor verde, que era confeccionado em jade. Os indígenas contam a seguinte lenda: que estes batráquios, que eram confeccionados pelas índias que habitavam às margens do rio Amazonas. As belas índias nas noites de luar em que clareava a terra se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo do lago bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro. Conta a lenda que até nos dias de hoje muitas pessoas acreditam que o Muiraquitã trás felicidade e é considerado um amuleto de sorte para quem o possui. O Muiraquitã apresenta também outras formas de animais, como jacaré, tartaruga, onça, mas é na forma de sapo a mais procurada e representada por ser a lenda mais original. As Icamiabas ofertavam a seus parceiros Guacaris, tribo mais próxima de nossas Amazonas, após o acasalamento na festa dedicada a Iaci, entidade considerada mãe do Muiraquitã e que anualmente durava dias. Conta a lenda, que depois de manterem relações sexuais, as Icamiabas mergulhavam até o fundo lo lago espelho da lua, nas proximidades das nascentes do rio Nhamundá, perto do qual habitavam as índias, nação das legendárias mulheres guerreiras que os europeus chamavam de amazonas (mulheres sem maridos), para receber de Iaci o famoso talismã, o qual recebia as bênçãos da divindade. A lenda diz também, que se dessa união nascessem filhos masculinos, estes seriam sacrificados, deixando sobreviver somente os do sexo feminino.

 

por eudyr Postado em COISAS

Solução Paulistana


O mistério do marketing das lajotas quebradas

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.
Foto Mika Lins
No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.
Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira…

Manoel Botelho é Engenheiro Civil e autor da coleção CONCRETO ARMADO EU TE AMO
manoelbotelho@terra.com.br
por eudyr Postado em COISAS

Entre ontem e amanhã


Editorial

O apagar das luzes dos anos sempre nos conduzem à reflexão, ao balanço geral do período; muitas vezes extrapolamos e passamos a limpo grandes etapas, não raro, uma vida inteira.
Quando pensei em escrever esse editorial a ideia central que me movia eram os fatos políticos brasileiros, e toda a indignação que a AP 470 impôs aos cidadãos de bem desse país – via STF.
Confesso que escrevi um arrazoado sobre o tema, que depois de lido foi achado bom, mas outras inquietações perpassavam minha mente; não diria mais profundas, porém mais básicas.
De todos os banquetes de fatos que podemos degustar, desse e de anos passados e vindouros, restará sempre um travo, um ranço quase inexplicável, que só o fazer humano é capaz de conferir. Olhando pelas retinas da história enxergo claramente o quão mesquinhos e grandiosos são esses fazeres. Desapaixonadamente falando, e copiando Saint Exupèry, “O essencial é invisível aos olhos”, emendo: Mas não ao coração.
Dito isso, poderia pregar o desapego material como fonte de todas as virtudes, a cornucópia da felicidade; mas se tratando de gente real, não poderia ser tão simples, nem tão complicado. A imagem que me vem à mente é a de uma pessoa que chora emocionada por uma conquista; que se expõe à morte em prol de outrem, rifando nisso a própria existência. Não sei dizer se algumas dessas imagens se referem aos fatos ou à arquétipos, mas no meu entender são a pedra angular do que há de mais importante na vida.
Falo de sentir, talvez por isso seja tão difícil explicar, mas creio que definir seja desnecessário.
Aos que possam estar pensando tratar-se de um arroubo sazonal, me antecipo: Isso ocorre o ano todo. Felizmente ou não, só é externado pela maioria nesse período de festas que vai do Natal ao Ano Novo. Alguns podem argumentar que é um comportamento mais ou menos socialmente condicionado; e não estarão tão longe da verdade; mas se o gesto não é estranho à natureza humana, é passível de ampliação, de multiplicação.
Talvez nos falte sermos pastores de nossos próprios espíritos, corresponsáveis e solidários. Ser agnóstico é uma conquista, ser ateu – por definição – é um desafio insuperável.
As tradições tem peso de lei; não raro são guindadas à essa condição; por isso me despeço desejando que no ano que chega os brasileiros revoguemos definitivamente a “Lei de Gérson”, e que ao menos consigamos ser felizes com nossas próprias limitações.
Feliz 2013!
Eudyr.

por eudyr Postado em COISAS

O Mate do Louco


O Mate do Louco é o xeque mate mais rápido que se pode dar partindo da posição inicial das peças sobre o tabuleiro. O nome deste xeque mate, por dedução, está no fato de que somente um “louco” pode jogar e deixar-se dar mate desta forma.

Vejamos a sequencia de lances que chega ao Mate do Louco:

Conforme podemos ver, a Dama negra, com toda a ajuda possível das brancas, dá um xeque mate em apenas dois lances! Na posição final, o Rei branco não tem escapatória, pois nenhuma peça ou peão pode capturar a Dama negra; nenhuma peça ou peão pode ocupar a casa “f2” colocando-se entre a Dama negra e o Rei branco e a única casa de fuga do Rei branco, a casa “f2” está sob o ataque da Dama negra.

por eudyr Postado em COISAS

Gigantes da Floresta


Castanheira, considerada a “Rainha da Floresta”. Pode medir mais de 60 metros de altura e 4 metros de diâmetro.

É nas copas das Castanheiras que o Gavião Real faz seu ninho

Porte magnífico!

Gavião Real – O maior e mais pesado predador alado do mundo; chegando a pesar 10 kg e 2,5 metros de envergadura das asas

Bem maior que a águia americana, o Gavião Real pode carregar mais do que seu próprio peso

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por eudyr Postado em COISAS

Sobre sumiço e interpretação


Recebi inúmeros emails elogiosos que também indagavam sobre o sumiço dos contos e crônicas de minha autoria que eu costumava publicar neste blog.

Aos amigos leitores, esclareço que as fotografias que ora publico – também de minha lavra – sob o título de “Portifólio”(s) – como imagem que são, falam mais do que mil palavras, e retratam o dia a dia deste modestíssimo blogueiro. Explicar cada imagem seria fazer deste espaço um diário pessoal, e eu não ousaria insultar a inteligência de meus leitores com tal afronta.

Que cada um retire das imagens publicadas a beleza e os ensinamentos que lhe convier. Elas falam por mim e por si mesmas; estão em exposição gratuita e permanente.

Agradeço o número crescente de assinantes, agradeço também a atenção e vou avisando: Os contos voltarão!  rss

Eudyr.

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por eudyr Postado em COISAS