Ziraldo


“Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”

 

 

“A família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas. Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para entrar nesse UFC.

Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas.

O livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade. Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e isso não pode ser substituído por algo frio e digital.

Os tempos e as tecnologias podem mudar, mas a criança não muda nunca”

 

 

Fonte: Viomundo

 

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Mulheres


35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada

Em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%). As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).

61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo

Enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.

Elas trabalharam 38,9 horas em média

Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma redução de aproximadamente 36 minutos na diferença entre a média de horas trabalhadas por homens e mulheres, em 2009 as mulheres continuaram trabalhando, em média, menos que os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi ocasionada pela redução na média de horas trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009, trabalharam em média 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens.

As mulheres trabalhavam menos que os homens em todos os grupamentos de atividade. Com a exceção das mulheres ocupadas em “Outros Serviços”, as demais atividades apresentaram aumento da média de horas trabalhadas para as mulheres. No grupamento “Administração Pública”, as mulheres trabalharam, em média, 36,4 horas semanais.

Em 2009, as mulheres com 8 a 10 anos de estudo foram as que declararam trabalhar mais horas semanais (39,4 horas). No entanto, aquelas com 11 anos ou mais de estudo foram as que apresentaram a menor diferença na média de horas trabalhadas em relação aos homens, 3,6 horas. Em 2003, esta diferença era de 4,4 horas.

As mulheres com 1 até 3 anos de estudo foram as que apresentaram a maior diferença (7,2 horas) na média de horas trabalhadas, quando comparadas aos homens. Tal realidade é similar à verificada em 2003, quando a diferença era de 7,3 horas.

O número de horas trabalhadas pelas mulheres que possuíam curso superior completo somente ultrapassava ao das que tinham até 3 anos de estudos.

Já as mulheres com 11 anos ou mais de estudo foram as únicas a aumentar a média de horas trabalhadas semanalmente, em todo o mercado de trabalho: de 38,8 horas em 2003 para 39,1 horas em 2009.

O rendimento continua sendo inferior ao dos homens

O rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.

Considerando um grupo mais homogêneo, com a mesma escolaridade e do mesmo grupamento de atividade, a diferença entre os rendimentos persiste. Tanto para as pessoas que possuíam 11 anos ou mais de estudo quanto para as que tinham curso superior completo, os rendimentos da população masculina eram superiores aos da feminina.

Verificou-se que nos diversos grupamentos de atividade econômica, a escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se: no caso do “Comércio”, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, ela é de R$ 1.653,70 para eles.

No entanto, no grupamento da Construção, as mulheres com 11 anos ou mais de estudo têm rendimento ligeiramente superior ao dos homens com a mesma escolaridade: elas recebem, em média, R$ 2.007,80, contra R$ 1.917,20 dos homens.

Aumentou a escolaridade das mulheres que procuram trabalho

Em 2009, entre o 1,057 milhão de mulheres desocupadas e procurando por trabalho, 8,1% tinha nível superior. Houve aumento na escolaridade dessas mulheres, visto que em 2003, em média, 5,0% tinham nível superior. Esse crescimento resulta do aumento da escolaridade de uma forma geral.

O aumento da escolaridade também pode ser verificado em outros níveis. Em 2003, em média, 44,7% das mulheres desocupadas tinham 11 anos ou mais de estudo. Em 2009, essa proporção ultrapassou significativamente a metade da população (59,8%). Verificou-se que a população feminina desocupada é proporcionalmente mais escolarizada que a população feminina acima de 10 anos. Enquanto, em média, 81,2% da população feminina desocupada tinham oito anos ou mais de escolaridade, na população em idade ativa este percentual era de 61,1%.

Cresceu o percentual de mulheres adultas querendo trabalhar

A população feminina desocupada (1,057 milhão de mulheres, em 2009) está muito concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de idade. Em 2003, as mulheres nesta faixa etária correspondiam a 49,3% da população feminina desocupada. Em 2009, elas já eram mais da metade: 54,2%.

Fonte: IBGE

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Tapirus entrevista Paulo Pacheco


Sou Paulo, um brasileiro comum, que lê, pensa e escreve!”

Paulo Pacheco

Tapirus: O que te fez começar a escrever, uma página em branco, a mão ociosa..ou o que?

Paulo: Normalmente escrevo uma opinião sobre ago que vi ou ouvi durante o dia. Quase sempre escrevo o que me vem à mente em pequenos papeis e depois ajunto em uma poesia ou crônica ou artigo. Não resisto a uma página em branco…Na realidade, o computador é uma página em branco, só preciso ligá-lo e começar.

 Tapirus: Voce se considera um contista? Gostaria que voce falasse também das sua verve de cronista.

 Paulo: Não. Um contista é quem conta uma história, com personagens, início, meio e fim. Acho que sou mais um articulista. Gosto de opinar, polemizar, debater. Também gosto de fazer poesias sem rimas, abstratas. Imagino-as instigantes. Como não gosto de ler nada concreto, definido (nem mesmo quadros), prefiro fazer com que quem me lê, pense e busque a ideia que mais lhe aprouver na poesia.

Acho que escrever é ajuntar palavras, e com isso, passar uma mensagem, um sentimento, uma opinião sobre algo. Nada muito além disso. Não sei ao certo, mas acho que, por gostar de escrever, passar mensagem, guardo o que penso ou o que acontece durante o dia todo e que me chama a atenção. Como disse acima, muitas vezes desenvolvo um assunto, escrevendo pequenos rascunhos à medida que a ideia surge. Em qualquer lugar que eu esteja. É estranho como uma flor bonita chama a atenção da gente e à partir daí, surge um poema.

Um por do sol, um sorriso. Tudo atiça a mente de quem gosta de escrever, concorda?

Tapirus: A inspiração vem ao acaso, é isso?

Paulo: Não é bem por acaso. Eu diria que aquilo que nos chama a atenção, merece uma mensagem. Talvez o desenvolvimento do texto surja sem compromisso, palavra após palavra; vírgula após virgula. O estranho é que começo a escrever algo e, muitas vezes, paro com o texto terminado ou não. Mas, mesmo nos que considero terminado, volto daí a algum tempo e sempre mudo algo. Por isso, mesmo que a princípio, ache que o texto ficou ruim, nunca apago. tenho inúmeros textos inacabados no meu arquivo.

Tapirus: Se o menino é o pai do Homem, a leitura é a Mãe da escrita, certo? O que voce leu que te induziu à escrita?

Paulo: Como não escrevo romances, sempre assinei jornais e revistas, e neles, leio o que gosto de escrever, crônicas, artigos, editoriais. Gosto de livros de ficção, e poesia. Acho que a leitura tem que ser prazerosa, não adianta você forçar um garoto a ler um livro de duzentas página que não lhe for interessante. O leitor tem que ler por prazer. Se o faz, ele aprende a gostar de escrever. Sou membro da Academia Formiguense de Letras e iniciamos um projeto que infelizmente não foi à frente: seria fazer palestras na escolas para incentivar os alunos a ler e a escrever suas ideias.

Percebi que muita gente não escreve por medo ou vergonha de errar. Imaginei dizer a eles que corrigir um texto é muito fácil, qualquer professora de português pode fazer. O difícil é criar o texto, então, que tivesse ideias, deveria sim, colocá-las no papel.

Tapirus: Para voce, onde nascem as idéias?

Paulo: Acho que nascem na rua, na cabeça de cada um que gosta de pensar. Escrevi um dia que as faculdades de filosofia não formam filósofos. Forma especialistas no que disseram os filósofos. Um filósofo nasce filósofo. É pensador, é questionador. Penso que essa a característica principal de quem gosta de escrever é buscar a origem de cada coisa, cada fenômeno. É gostar de exprimir sua ideia, sua opinião. Por isso, acho que as ideias nascem nas pessoas. As escolas podem fomentar o desejo de escrever.

O estranho é que acho que se você não der voz a quem gosta de se exprimir, você corre o risco de minar o desejo de escrever que um bom aluno tenha. É importante que a escola saiba ajudar.

Formiga – MG

Tapirus:  O que voce diria para quem vai ler um livro?

Paulo: Que leia aquilo que gostar. Que não leia por obrigação, mas por prazer. Que sinta prazer em descobrir coisas, lugares, situações, experiências.

Olha, sou um cara que escreve só por prazer e pelo prazer que a escrita proporciona. Não busco sobreviver do que escrevo, mesmo porque tenho outra profissão. Mas tenho especial prazer em falar para as pessoas, em debater assuntos que interessam à sociedade.

Tenho outros 4 livros prontos, aguardando condição para publicá-los.

Um vai se chamar “Angulos”, é uma coletânea de pensamentos e fotos da minha cidade. Outro é o “Flores e versos”, com fotos de flores e poesias. Outro é uma coletânea de artigos que publiquei no jornal da minha cidade, ainda não tem nome e por último, um estudo que me propus sobre o ano de 2009., que ainda não tem título.

Estão terminados. Falta só montar, finalizar. Isso não é fácil.

Ah, tem também outro, que fiz com sete amigos, cujo título é “Dragão de Sete Cabeças” que já está no forno. deve sair a qualquer dia desses.

Acho que esse vai ser o primeiro com intuito comercial, quer dizer, o primeiro que vai estar a venda…

O escritor Paulo Pacheco tem um livro publicado em 2008 “Paulo, um brasileiro comum, que lê, pensa e escreve” e coparticipação em sete outro livros da Academia Formiguense de Letras.

São eles: Livro 1: Ponto de Partida; Livro 2: Alçando Voo; Livro 3: Planador; Livro 4: Asas; Livro 5: Astros; Livro 6: Memorável e o Livro 7: Palavras ao Vento.

Para quem quiser beber na fonte, é só visitar o Blog Pensar Formiga, do Paulo Pacheco: http://www.pensarformiga.blogspot.com.br/

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Tapirus entrevista um OVNI (*)


Tapirus entrevista OVNI, Piloto Gaúcha que aos 20 anos de idade diz que ‘A profissão de piloto comercial requer, acima de tudo, muita paixão’.


TAPIRUS: E de onde vem essa Paixão?  Como assim, tu dizes?

Acredito que todo piloto tem em comum isso. Provavelmente, quando muito pequenos, todos nós vimos um pássaro e quisemos ser iguais, vimos que era possível, e jamais desistimos da idéia de pilotar uma aeronave. E é por conta dessa paixão que convencemos nossos pais, trabalhamos muito, conseguimos levantar os fundos necessários para pagar as horas de vôo do curso, nunca paramos de correr atrás de contatos para conseguir voar de graça como co-piloto para completar as horas necessárias para que comecem a te contratar numa empresa e, depois de empregados, conseguimos paciência para aguentar todo o stress das nossas escalas de vôo, plantões etc. Sacrificamos o fato de nunca poder ter um compromisso inadiável em nossas vidas, para poder realizar vôos de urgência.

Enfim, acho que todo aviador vive para voar. É uma relação de entrega quase que total de uma vida aos ares.

TAPIRUS:  O que é mais difícil para quem quer realizar o “sonho de Ícaro”: superar a questão material(as aulas não devem ser baratas); superar a questão dos medos, do gênero feminino, ou os problemas que eventualmente ocorrem na aviação civil?

OVNI:  A questão material em primeiro lugar. Na verdade, para simplesmente realizar o ‘sonho de Ícaro’, basta fazer um curso de Piloto Privado (PP), que é a primeira fase para a carreira aeronáutica. Um PP pode realizar vôos visuais para seu próprio entretenimento/uso particular. Agora, se o interessado quiser seguir a frente essa paixão, deverá também realizar o PC (Piloto Comercial). E aí as coisas começam a ficar realmente caras.

Os medos, pressupõe-se que o piloto não tenha medo de voar. Não é possível voar com medo de voar. Durante o curso, somos expostos a situações de risco pelas quais não precisamos passar com muita tranquilidade. E essa é uma característica fundamental do piloto: tranquilidade.

O fato de ser mulher nunca me impediu de nada. É claro que no Brasil existem poucas mulheres nessa área. Mas somos muito bem tratadas. Em outros países, como a Rússia, há uma forte tradição de mulheres na aviação, por exemplo.

Os outros problemas da aviação civil, são problemas que os iniciantes enfrentarão somente quando estiverem trabalhando. Então,

não são nada que venha a impedi-los de realizar o sonho.

TAPIRUS:  Porque então voce não se contentou com os vôos  visuais? O que te levou avante?

Existem restrições fisiológicas para ser piloto?

OVNI:  Não me contentei com vôos visuais, porque desde o começo eu sonhava com a profissão de piloto comercial. Eu ia nos aeroportos e via aquelas aeronaves gigantescas e pensava: “isso é para mim!”. Até hoje um dos meus maiores sonhos é ser piloto de linhas cargueiras.

Quanto às restrições fisiológicas, bem, elas são bastante brandas. Para voar, o piloto precisa de um Certificado de Capacitação Física (CCF), emitido por hospital da aeronáutica. Esse certificado é obtido por meio de exames concretos e existem duas classes. A segunda classe é a menos exigente, requerida para PP, com a validade de 2 anos. A primeira classe é mais exigente, requerida para PC, com validade de 1 ano. De um modo geral, só não são aceitas pessoas com distúrbios mentais ou problemas graves de circulação, do aparelho respiratório, ou neurológicos.

TAPIRUS:  Como voce vê a Aviação Comercial, tanto no Brasil como no mundo, nessa era pós 11/09; as novas empresas e o barateamento das passagens influem na segurança de vôo,? Qual sua opinião?

Como voce vê a infraestrutura aeroportuária do Brasil?

OVNI:  Acho que a Aviação Comercial é um ramo em constante expansão, o que é muito positivo para a carreira. Cada vez mais as pessoas estão optando por voar. No Brasil, concretamente, após a criação de companhias como a Gol, a Webjet, a Azul, entre outras, o transporte aéreo se popularizou a ponto de, muitas vezes, as passagens aéreas custarem mais barato que as de ônibus. E o transporte é realizado com mais segurança, mais agilidade e mais conforto. Eu imagino que, para o transporte de passageiros, o transporte aéreo é a solução para o Brasil, um país tão grande.

Com relação à segurança de vôo, vejo que há uma melhora a cada ano, ao contrário do que costuma afirmar a imprensa. Temos que saber olhar o que dizem com certo ceticismo. O número de vôos por ano cresce exponencialmente, e é natural que haja mais acidentes. Mas, o que vemos é que o número de acidentes não cresce na mesma proporção. Então, há, sim, uma melhora real e considerável a cada ano na segurança de vôo.

O barateamento das passagens não influem na segurança, porque o barateamento está relacionado ao serviço de bordo e não à manutenção ou formação da tripulação. A Ryan Air, famosa pelas suas passagens de cinco euros, nunca passou por sequer um acidente, e tiveram pouquíssimos incidentes. Aqui no Brasil, a copanhia com mais acidentes e incidentes é a TAM, justamente a companhia mais cara. Logo, não há como estabelecer uma relação entre uma coisa e outra.

Sobre a infra-estrutura aeroportuária

No Brasil, a infra-estrutura aeroportuária é lamentável. Tomemos dois exemplos. São Paulo, por um lado, uma das maiores cidades do mundo, conta com apenas 3 aeroportos para vôos comerciais: Guarulhos, Congonhas e Viracopos. Congonhas é pequeno e não suporta metade dos vôos em que lá se realizam, Guarulhos é internacional e conta com poucos terminais além de se situar numa região de forte neblina, prejudicando a pontualidade dos vôos. Viracopos é excelente, para cargas. São mais de 10 anos dos terminais dedicados a carga. O aeroporto não possui estrutura suficiente para suportar a demanda necesária de passageiros.

Em comparação se pegamos uma cidade como Nova York, ou Londres, são 3 aeroportos de grande porte, e são cidades menores que São Paulo. Em NY, posso citar La Guardia, Newark, John Kennedy, por exemplo.

TAPIRUS: A aviação civil é tida como um dos meios de transportes mais seguros – e agora, no Brasil, mais baratos . Que legado voce, que é uma jovem piloto espera deixar para os que virão depois?

OVNI:  Não sou idealista a ponto de achar que caiba a mim um legado que não seja o bom cumprimento do meu trabalho, com responsabilidade e proporcionando ao máximo a segurança do transporte. Sou mais pé no chão mesmo.

TAPIRUS:  É muito saudável saber que uma piloto tem os pés no chão…melhor dizendo:  é tranquilizador: Santos Dumont já dizia que o problema de voar não era estar no ar – enquanto se está, melhor – e sim a hora de descer…o chão é o maior inimigo de um aviador…

OVNI:  Eu desejo realizar meu sonho de pilotar em linha cargueira. Embora ganhe-se menos do que em transporte de passageiros, é algo que sempre me atraiu mais e acho que são esses ideais que temos que perseguir.Eu não sou piloto de linha aérea ainda, então não tenho ‘escalas’ propriamente ditas.

TAPIRUS:  OVNI, você tem alguma dica para as moças que pretendem seguir a mesma carreira que você?

OVNI:  Para as gurias, eu acho que é importante investir em seus sonhos. Enquanto mulher, pode ser, sim, mais difícil ter esse tipo de carreira. Não pela possibilidade de enfrentar dificuldades dentro da própria carreira, mas pelo mundo que gira em torno da gente não estar acostumado com “mulheres no volante”. Mas, a pior coisa que pode acontecer para o ser humano é jogar a toalha por achar que algo é difícil. Se a aviação é algo com que sonhas, deves perseguir isso. Sempre há mil maneiras de contornar as dificuldades e sempre há pessoas mais experientes para ajudar nisso. Cabe saber procurar as pessoas certas, ter amizades de verdade, que tudo se torna mais fácil.

(*): A Piloto entrevistada não forneceu imagens de suas atividades, por conta disso  Tapirus achou por bem não identificá-la pelo nome.

Não há nenhuma intenção na designação OVNI.