Parque Zoobotânico – Museu Paraense Emílio Goeldi


O mais antigo Parque Zoobotânico do Brasil

Fachada do Pavilhão Domingos Soares Ferreira Pennaa ROCINHA

Fachada do Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna
a ROCINHA

O século XIX foi o auge das expedições naturalistas à Amazônia. Desde os primeiros anos, acorreram à região viajantes ingleses, alemães, franceses, italianos, americanos e russos. A abertura dos portos em 1808, tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar nossa natureza…

1871 – A segunda metade do século XIX marcou a história da capital do Pará, Belém. No período, a borracha passou a ser o produto mais exportado do Estado, gerando lucros cada vez maiores.

O movimento cultural expandiu-se com o enriquecimento de uma classe ilustrada. A criação de associações culturais, jornais e partidos políticos; a frequente visita de naturalistas, artistas e aventureiros; o embelezamento e urbanização da cidade deram a Belém do Grão-Pará as condições para se tornar a metrópole da Amazônia.

No dia 1º de dezembro de 1900, o Museu Paraense passa a se chamar Museu Goeldi. Em 1930, novamente muda de nome para Museu Paraense Emílio Goeldi.

Em 25/03/1871, o Museu Paraense foi instalado oficialmente pelo Governo do Estado, tendo sido nomeado Domingos Soares Ferreira Penna como seu primeiro diretor.

Quando o 2º Império chega ao fim (1889), a conjuntura política na década de 1880 era bastante complicada… Grupos monarquistas e republicanos brigavam por causas próprias. Domingos Soares Ferreira Penna, republicano, envolveu-se em acirradas disputas políticas, as quais, somadas à sua delicada saúde, não permitiram que o Museu Paraense fosse instalado adequadamente.

Faltava pessoal e apoio para as pesquisas. As coleções acabaram perdendo-se pelas más condições de conservação. A produção científica do nascente museu foi mantida pelos próprios trabalhos de Ferreira Penna, sobre geografia, arqueologia e outros assuntos. A morte do naturalista, nos primeiros dias de 1889, coincide com o fechamento do Museu Paraense.

1891 – Três ilustres republicanos foram responsáveis pela reabertura e reforma do Museu Paraense: Justo Chermont (o primeiro governador republicano), José Veríssimo (diretor da Instrução Pública e mentor da recuperação do museu, iniciada em 1891) e Lauro Sodré (governador a partir de 1893, que prosseguiu na execução do antigo sonho de Ferreira Penna).

Renegando tudo o que pudesse estar vinculado ao Império e influenciados pelo Positivismo, corrente filosófica que valorizava o saber como fato útil, prático e verdadeiro, os homens do início da República perceberam a importância que o Museu Paraense, obra bastarda da Monarquia, deveria ter na nova administração.

O Ciclo da Borracha na Amazônia: De 1890 a 1910, o Pará se tornou o maior exportador de borracha do mundo. Os lucros desse comércio deram a Belém nova fisionomia e novos hábitos.

Apesar do esforço do Governo do Estado em recuperar o Museu Paraense, faltava direção científica e pessoal habilitado. O governador Lauro Sodré manda vir do Rio de Janeiro o naturalista Emílio Goeldi, demitido do Museu Nacional por questões políticas após a Proclamação da República.

O zoólogo suíço assumiu em 09/06/1894 a direção do Museu Paraense. Teria irrestrito apoio do governo para transformá-lo num centro de pesquisa de renome internacional. Com uma nova estrutura, que o enquadraria nas normas tradicionais de museus de história natural, o Museu Paraense ganhou uma produtiva equipe de cientistas e técnicos.

Em 1895, foi criado o Parque Zoobotânico, mostra da fauna e flora regionais para educação e lazer da população. Em 1896, iniciou a publicação do boletim científico, com boa repercussão.

Grande parte da Amazônia foi visitada, onde se fez intensivas coletas para formar as primeiras coleções zoológicas, botânicas, geológicas e etnográficas. Goeldi contratou o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas”, com sublimes pranchas. Lohse foi morto em 1930 por revolucionários na porta do museu…

1900 – Na virada do século, o Brasil consolidava suas fronteiras. Nessa ocasião, os limites entre Brasil e França, no norte do Pará, estavam sendo questionados por ambos os países.

As pesquisas que o Museu Paraense iniciava na região, levantando dados sobre a geologia, a geografia, a fauna, a flora, a arqueologia e a população, foram decisivas para municiar a defesa dos interesses brasileiros, representada pelo Barão do Rio Branco.

Em 1º de dezembro, pelo laudo de Berna, na Suíça, sede do julgamento internacional, o Amapá seria definitivamente incorporado ao território do Brasil. Em homenagem a Emílio Goeldi, o governador Paes de Carvalho alterou a denominação do Museu Paraense para Museu Goeldi.

Selo Comemorativo
Centenário do MPEG

Desde 1850, a febre amarela causava muitas mortes em Belém. Dentre as vítimas, dois pesquisadores recém-chegados da Europa para trabalhar na Seção de Geologia do Museu Paraense. Emílio Goeldi decidiu incorporar-se à luta contra a doença. Procurou identificar as principais espécies de mosquitos da Amazônia, o ciclo reprodutivo e biológico desses insetos.

As pesquisas intensificaram-se a partir de 1902, quando Goeldi publicou no Diário Oficial os meios de profilaxia e combate à febre amarela, malária e filariose, antecedendo as recomendações do médico Oswaldo Cruz quando esteve em Belém, em 1910.

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1907 – Depois de 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se. Doente, retornou à Suíça, onde veio a falecer em 1917, aos 58 anos. 

Emílio Goeldi

Nesse período, o Museu foi reestruturado e ganhou o respeito internacional. Foram desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do Museu foi reforçado com o parque zoobotânico, publicações, conferências e exposições.

A partir de 1931, investimentos regulares na ampliação e equipagem do Parque Zoobotânico o tornaram reconhecido nacionalmente. Chegou a abrigar 2.000 exemplares de animais vertebrados, de centenas de espécies da região, muitas das quais raras ou pouco conhecidas. Esse crescimento foi possível graças à subvenção que o Governo Estadual impôs às prefeituras do interior, obrigando-as a remeter mensalmente animais e parte de sua arrecadação ao Museu Goeldi.

Muitas espécies foram reproduzidas em cativeiro com sucesso, em especial répteis e peixes. Somente nos três primeiros anos de coletas sistemáticas, foram descritas cinco novas espécies de peixes, inclusive um gênero novo.

O MPEG modernizou-se

O Goeldi é guardião de 4,5 milhões de itens tombados distribuídos entre os acervos zoológico, botânico e geológico, onde estão armazenados exemplares de peixes, aves, répteis, anfíbios, mamíferos, insetos, madeiras, tecidos vegetais, pólen, frutos, minerais, rochas e aracnídeos. Seu acervo antropológico possui curadorias voltadas para arqueologia, etnografia e linguística indígena.

ALCINDO, o Jacaré-açú de 65 anos de idade, provavelmente o mais velho de sua espécie

ALCINDO, o Jacaré-açú de 500kg, 65 anos de idade, provavelmente o mais velho de sua espécie

Gaviões Reais  - Os maiores predadores alados do mundo

Gaviões Reais – Os maiores predadores alados do mundo
Topo da cadeia alimentar

EXTRAS

Fontes:

Texto: http://www.girafamania.com.br/introducao/zoo_goeldi.htm

Fotos: Acervo do Blog Tapirus

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Belém, 397 anos


A conquista do Norte foi determinada pelo rei de Espanha e Portugal. Visava, inicialmente, desalojar, do Maranhão, os franceses que ali haviam criado a França Equinocial. E em 1614, Jerônimo de Albuquerque segui à frente da tropa, para cumprir aquela missão. Em 1615, já com Alexandre de Moura liderando as tropas lusas, houve a capitulação definitiva. Após a vitória, Moura nomeou Albuquerque governador do Maranhão e encarregou o militar e explorador português Francisco Caldeira de Castelo Branco (-1619) de conquistar o Pará.

Embarcação tipo PATACHO

Embarcação tipo PATACHO

A 25 de dezembro de 1615 a expedição partiu da baía de São Marcos, composta do patacho Santa Maria da Candelária, do caravelão Santa Maria das Graças e da lancha grande Assunção. Compunha-se de 150 homens, 10 peças de artilharia, pólvora e muita munição e mantimentos. O piloto-mor era Antônio Vicente Cochado, o francês Charies servindo de guia. As três embarcações eram comandadas por Pedro de Freitas, Antônio da Fonseca e Álvaro Neto. A viagem sem incidentes durou 18 dias. E a12 de janeiro de 1616 os portugueses aportaram na baía de Guajará, chamada pelos nativos de Paraná-Guaçu.

“A Fundação de Belém”, de Theodoro Braga.

Primeiramente depois que ò capitaom maior, Alexandre de Moura deu fin no Maranhaom à ò enemigo como fez, è tendo à terra pacifica, è povoadas as fortalezas como lhe pareceo necessario, pos por obra mandar fazer este novo descobrimento do grande Rio das Amazonas, è pera tambem se saver ò que avia no Cavo do Norte, conforme à ordem que pera isso levava do Governador Geral do Brasil Gaspar de Souza; è asi mandou 150 homens em tres companhias, è por capitaom mor dellas à Francisco Caldeira de castel branco em tres embarcazoens. Partimos para esta jornada dia de Natal pasado, em que deu principio à esta era de 1616.”

Embarcação tipo CARAVELÃO

Embarcação tipo CARAVELÃO

“chegando no sitio à onde fizemos fortaleza por el Rey nosso senhor, que será 35 leguoas pello Rio asima pera ò Sul, por parecer elle à ò capitaom mor bom sitio.”

“Há neste Rio em todas as partes delle muito Gentio por extremo de diversas nazoens, ò mais delle mui bem encarado sem barba, trazem os homens cabello comprido como molheres, è de mui perto ò parecem de que pode ser nasceria o emgano que dizem das Amazonas; pois naom há outra cousa de que à este proposito se pudesse deitar maom.”

(PEREIRA, André. A “Relazoam do que há no grande rio das Amazonas novamente descuberto” do Capitão André Pereira (16160). In: PAPAVERO, Nelson et. al. O Novo Éden… Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 2002. 2ª ed.p. 111.)

Fonte: Blog Pará Histórico

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XI Festival de Ópera do Theatro da Paz


Theatro da Paz apresenta “Salomé”

O tradicional Festival de Ópera do Theatro da Paz chega em sua 11ª edição. Este ano, a programação inicia dia 17 de outubro e vai até 1º de dezembro. O evento será aberto com uma das mais famosas óperas de todos os tempos: “Cavalleria Rusticana”, de Pietro Mascagni, com os cantores Laura de Souza, Rinaldo Leone, Alfa de Oliveira, Rodolfo Giugliani e Luciana Tavares nos principais papéis. A regência será do maestro italiano Gian Luigi Zampieri e a direção cênica do premiado Iacov Hillel.

A segunda ópera do Festival será “João e Maria”, com direção de Flávio de Souza, regência do maestro Jamil Maluf e os solistas Luciana Bueno, Laryssa Alvarazi, Regina Helena Mesquita, Adriana Clis, Leonardo Neiva, Luciana Tavares e Aliane Sousa. Trata-se da ópera de maior sucesso de público já montada no País: estreou há 11 anos e desde então já foi apresentada em diversas capitais brasileiras.

A terceira ópera é o grande desafio deste ano, por causa da sua grandiosidade e complexidade musical: “Salomé”, de Richard Strauss. Conta a conhecida história da princesa que exigiu do padrasto Herodes a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. A cantora que fará o papel-título vem da Holanda: Annemarie Kremer, uma das mais disputadas sopranos européias. João Batista será vivido por Rodrigo Esteves, considerado um dos principais barítonos brasileiros da atualidade e que no ano passado participou da montagem de “Tosca” em Belém.

Dois recitais que acontecem na Igreja de Santo Alexandre merecem destaque: do baixo-barítono português Antônio Salgado e da soprano paraense Carmen Monarcha. Professor de canto – já lecionou cursos na Espanha, Itália, Inglaterra, Brasil e Áustria, além de Portugal –, Salgado participa regularmente de montagem de óperas em toda a Europa e vai apresentar em Belém um recital de canções portuguesas e brasileiras, com textos de Camões a Vinícius de Moraes.

Carmen Monarcha dispensa apresentações: depois do enorme sucesso obtido em São Paulo (fez trinta apresentações no Ginásio do Ibirapuera como solista da orquestra de André Rieu, para um público total estimado em 200 mil pessoas), ela vai fazer em Belém um recital em homenagem aos 100 Anos de compositor paraense Gentil Puget. Este ano também haverá a Master Class conduzida pela soprano gaúcha, Laura de Souza.

O encerramento do XI Festival de Ópera do Theatro da Paz será marcado por um espetáculo ao ar livre, em frente ao Theatro da Paz. Os ingressos começam a ser vendidos na bilheteria do teatro a partir do dia 8 de outubro. As pessoas que não residem no Estado interessadas as óperas “Cavalleria Rusticana”, “João e Maria” e “Salomé” ou para a apresentação da Amazônia Jazz Band, podem enviar e-mail para bilheteriatp@supridados.com.br , a partir da mesma data, e garantir os seus. Os valores variam de R$ 20,00 a R$ 60,00. A entrada para a programação na Igreja de Santo Alexandre, é franca. Este ano, a bilheteria vai funcionar às segundas-feiras e no dia 12 de outubro, mesmo sendo feriado, também estará aberta.

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Vamos Subir, PAPÃO!!


Estádio Leônidas Castro – a CURUZÚ – inaugurado em 27 de Julho de 1918, palco de memoráveis conquistas alvi-azuis. Quando o caldeirão ferve, os adversários tremem.

A TOCA DO BICHO-PAPÃO

Torcida Uniformizada TERROR BICOLOR…

A Maior do Norte!!

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220 anos de Círio


Quando os sinos da Basílica dobram, me sinto paradoxalmente pequeno e gigante; crer ou não em uma imagem é o de menos: Crer na fé do povo é o que importa. E ninguém fica alheio a esse espetáculo. Quem sabe o que representa o Círio também sabe que ele é muito mais do que uma procissão religiosa…

 

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O Natal dos Paraenses


Belém se prepara para viver mais um Círio de Nazaré

Mais 2 milhões de pessoas devem participar do Círio de Nazaré.
Imagem percorrerá mais de 130 km em quase 40 horas de procissão.

Thais Rezende Do G1 PA

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Círio de Nazaré mobiliza a cidade de Belém em outubro. (Foto: Paulo Akira/ O Liberal)Círio de Nazaré mobiliza a cidade de Belém em outubro. (Foto: Paulo Akira/ O Liberal)

Vai começar a festa da fé do povo paraense. A 220ª edição do Círio de Nazaré terá a jornada mais longa da história, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré vai percorrer mais de 130 km, em quase 40 horas de procissão. Mais de 2 milhões de pessoas são esperadas nas ruas da cidade. Fé, emoção, mobilização, orações e homenagens marcam o segundo domingo de outubro em Belém.

A devoção pela virgem de Nazaré começou com o achado pelo caboclo Plácido da pequena imagem da virgem de Nazaré no igarapé Murutucu, onde foi construída a Basílica Santuário, em Belém. Com milagres atribuídos à santa, começou a ser realizada a procissão do Círio. Décadas passaram e a festa ganhou tradição e proporções gigantescas, que traduzem a devoção de um povo pela padroeira.

Procissão reúne 2 milhões de pessoas nas ruas de Belém. (Foto: Fernando Araújo/ O Liberal)Procissão reúne 2 milhões de pessoas nas ruas de
Belém. (Foto: Fernando Araújo/ O Liberal)

“É uma festa que não dá para ser explicada, só vivendo para conhecer”, afirma Kleber Vieira, coordenador da Festa de Nazaré. “O Círio de Belém é como se fosse a festa pascal do povo paraense, sem tirar o valor da páscoa, que tem o seu tempo litúrgico marcado. É um fenômeno extraordinário, milagroso”, descreve o padre barnabita Giovani Incampo.

“O Círio é a maior festa religiosa do planeta. Em nenhum lugar do mundo 2 milhões de pessoas se reúnem em um mesmo dia”, explica o coordenador da Festa. “Fátima (em Portugal) e Aparecida são maiores se somar o número de pessoas que visitam o ano inteiro. Mas de seis da manhã ao meio dia, com 2 milhões de pessoas, só em Belém”, afirma o coordenador.

Cada um faz sua homenagem
Nas semanas que antecedem o Círio, milhares de pessoas chegam de outros municípios, outros estados e até de outros países a Belém. Alguns já vêm homenageando a santa no caminho, fazendo o trajeto até a capital andando e rezando, para agradecer ou pedir uma graça.

A cidade entra no clima, o cheiro da maniçoba a cada esquina, a decoração dos prédios, o hino “vós sois o Lírio Mimoso” tocando nas rádios e o funcionamento do arraial anunciam a chegada de mais um Círio. Para a realização da festa, órgãos da segurança nacional, local, de trânsito e equipes de primeiros socorros trabalham integrados para garantir a tranquilidade durante as procissões.

Traslado para Ananindeua é a mais longa procissão da festa. (Foto: Igor Mota/ Amazônia Jornal)Traslado para Ananindeua é a mais longa procissão
da festa. (Foto: Igor Mota/ Amazônia Jornal)

São 11 procissões que fazem parte da festa, cinco delas acontecem antes da grande procissão. Na sexta-feira que antecede o Círio acontece a mais longa, o Traslado para Ananindeua, são 12 horas de romaria onde a imagem peregrina percorre a região metropolitana de Belém em carro aberto, escoltado pela Polícia Rodoviária Federal.

“São 55km. Estamos contando com todos os órgãos de trânsito e também os órgãos de segurança, bem como utilizar a pista do BRT. Vamos colocar as bicicletas nesta pista, para tentar minimizar os efeitos da pista diminuída da Almirante Barroso”, explica o Diretor de Procissões da Festa de Nazaré, Augusto Nobre.

Várias homenagens marcam o percurso, as pessoas aguardam a passagem da imagem como se fosse a própria Nossa Senhora que estivesse ali e fosse derramar benções. A sirene da PRF e os fogos anunciam que ela está chegando e, por onde passa, recebe aplausos e o carinho emocionado dos fiéis.

Chegada ao seu destino, na Igreja Matriz de Ananindeua, a imagem segue para mais uma romaria na manhã do dia seguinte: a Romaria Rodoviária, com destino a Icoaraci. No porto do distrito a santa embarca em um navio da Marinha para receber homenagens nas águas da Baía do Guajará. Várias embarcações, decoradas especialmente para a Romaria Fluvial, seguem a imagem peregrina até a Estação das Docas, em uma das mais belas romarias do Círio.

Milhares de embarcações e ribeirinhos participam da homenagem. (Foto: Shirley Penaforte/ O Liberal)Milhares de embarcações e ribeirinhos participam da homenagem. (Foto: Shirley Penaforte/ O Liberal)

Na Estação das Docas, motociclistas aguardam a chegada da padroeira para prestar sua homenagem. A Motoromaria segue pelas ruas da capital até a Basílica Santuário. No templo acontecerá um momento raro, a descida da imagem original de Nossa Senhora do Glória, de onde fica guardada durante todo o ano. A imagem, que só desce duas vezes ao ano, no Círio e no aniversário da Basílica, fica mais perto dos fiéis nesta época do ano.

No início da tarde de sábado, as pessoas que vão acompanhar a Trasladação começam a chegar na avenida Nazaré. Os promesseiros da corda vão se posicionando para o início da procissão. Velas, ventarolas e água mineral são distribuídos para a população por empresas e pessoas que pagam alguma promessa.

Trasladação ilumina a capital paraense. (Foto: Elivaldo Pamplona/ O Liberal)Fogos da Trasladação iluminam a capital paraense. (Foto: Elivaldo Pamplona/ O Liberal)

Após a missa, a imagem peregrina sai em procissão do Colégio Gentil Bittencout, no bairro de Nazaré, em direção à Igreja da Sé, no bairro da Cidade Velha. Fiéis iluminam a cidade com velas durante todo o trajeto. No dia seguinte, a imagem faz o caminho inverso, sai da Igreja da Sé em direção a Basílica Santuário. Várias homenagens marcam o percurso.

A grande procissão
Domingo, 5h, o sol ainda nem apareceu e uma multidão já aguarda o início da procissão em frente a igreja da Sé. Muitos chegaram da Trasladação e passaram a madrugada ali mesmo, para ver a saída da romaria ou garantir um lugar na corda.

Casas, barcos e objetos de cera são levados na procissão como uma forma de agradecer por graças alcançadas.  (Foto: Paula Sampaio/ O Liberal)Casas, barcos e objetos de cera são levados na
procissão como uma forma de agradecer por graças
alcançadas. (Foto: Paula Sampaio/ O Liberal)

Antes do início da procissão, o arcebispo metropolitano de Belém preside uma missa, com a participação do clero local e padres de outros estados, convidados para o Círio. Após a missa, uma Ave-Maria é rezada pelas milhares de vozes presentes e a imagem peregrina, vestida com um manto confeccionado especialmente para a ocasião, é colocada pelo coordenador da Festa de Nazaré na Berlinda, repleta de flores.

A romaria começa após um momento marcante, o atrelamento da corda à berlinda, procedimento feito pela Guarda de Nazaré. Além do grupo voluntário católico, as Forças Armadas também dão apoio durante a procissão.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos do Pará (Dieese-PA), a cada ano, um número maior de romeiros é atraído para participar do Círio. Cerca de 76 mil turistas devem participar do Círio 2012, segundo o Dieese.

Promesseiros puxam a berlinda na corda (Foto: Ary Souza/ O Liberal)Promesseiros puxam a berlinda na corda.
(Foto: Ary Souza/ O Liberal)

O estudante Rafael Malato acompanha a procissão na corda para pagar uma promessa. “No Círio de 2007 coloquei uma fitinha e fiz a promessa: se eu passasse no vestibular, ia acompanhar na corda sempre que eu pudesse. E ela me ajudou! Só não fui no ano passado, mas neste ano vou”, conta Rafael, estudante de História da Universidade Federal do Pará.

“Mesmo que a pessoa esteja com um problema, ela está lá para pensar em uma solução. E todos aqueles pensamentos bons se unem, é uma positividade muito grande que envolve as pessoas”, afirma Malato sobre a procissão.

Na romaria, os carros dos milagres vão levando objetos de cera, símbolos da devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré. Os carros participam do Círio desde 1182, e são conduzidos por alunos das escolas de Belém. Além de objetos de cera, há carros específicos que levam crianças vestidas de anjos. A procissão percorre as principais ruas da cidade. Fogos, chuva de papel picado, coral e artistas famosos cantam os hinos para a rainha da Amazônia.

“Durante anos acompanho a procissão com minha irmã. Nunca fui pagando promessas, apenas prestando homenagem, rezando cantando. Olho a fé das pessoas e me comovo. Um ano acompanhei da arquibancada e de lá dá pra ver bem o esforço da corda. A gente vê aquelas pessoas cansadas e de repente ganham força e cantam ‘Nossa Senhora, pode esperar, que atua corda vai chegar!’”, afirma a professora Dora Cunha. “Diversos momentos são emocionantes, mas a chegada da imagem no CAN é a mais”, conta ainda a professora.

Há promesseiros que acompanham a procissão de joelhos. (Foto: Camila Lima/ O Liberal)Há promesseiros que acompanham a procissão de joelhos. (Foto: Camila Lima/ O Liberal)

Depois de quase 5 horas de procissão, a Berlinda chega ao Complexo Arquitetônico de Nazaré (CAN). Na Praça Santuário, milhares de pessoas aguardam a chegada da imagem. Retirada da berlinda, a imagem é conduzida pelo arcebispo em um tapete vermelho até o altar, onde é celebrada uma missa.

A sensação de dever cumprido toma conta dos devotos, que voltam para casa para o almoço do Círio. Pedaços da corda são disputados pelos fiéis, que guardam o objeto como símbolo de proteção. Alguns guardam apenas a lembrança de um dia inesquecível e já começam a contar os dias para a chegada do próximo Círio de Nazaré.

Em 2012, a Diretoria da Festa de Nazaré estima que a procissão chegue ao seu destino por volta das 12h, no máximo 12h30. “Contamos com a ajuda dos promesseiros da corda, com essa campanha pelo não corte antecipado da corda”, afirma o diretor de procissões.

Sensação de dever cumprido toma conta dos romeiros com a chegada da Berlinda a Praça Santuário.  (Foto: Camila Lima/ O Liberal)Sensação de dever cumprido toma conta dos romeiros com a chegada da Berlinda à Praça Santuário. (Foto: Camila Lima/ O Liberal
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Belém, segundo domingo de Outubro


O Círio é daqueles espetáculos que emociona mesmo os não católicos como eu. Um rio de gente que flui mergulhado na própria fé. Impossível não ser contagiado pelas milhões de pessoas – de todos os lugares do mundo – que vão ali depositar sua fé.

No segundo domingo de Outubro, todos os corações paraenses convergem para Belém.

O Círio de Nazaré, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa Católica do Brasil e maior evento religioso do mundo, reunindo cerca de seis milhões de pessoas em todas os cultos e procissões. Em Portugal é celebrada no dia 8 de Setembro na vila da Nazaré e é celebrada, desde 1793, na cidade de Belém do Pará, anualmente, no segundo domingo de outubro.

Outras regiões devido a migração de paraenses acabaram criando a procissões para estarem mais próximos de Belém, mesmo que pelo ato de Fé. O Termo “Círio” tem origem na palavra latina “Cereus”, que significa vela grande. No Brasil, no início era uma romaria vespertina, e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã. O Círio foi instituído em 1793 em Belém do Pará, e até 1882, saía do Palácio do Governo. Em 1882, o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.

Alguns estudiosos estão considerando o Círio de Nazaré em Belém do Pará, como sendo a maior manifestação religiosa do Planeta. Consegue congregar dois milhões de pessoas em uma só manhã.

Romaria do Círio 2012 deve ter duração de seis horas

Dois milhões de pessoas são esperadas para a peregrinação do dia 14.
25 mil agentes trabalham na organização e segurança das procissões.

Do G1 PA

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Vista aérea da procissão do Cirio de Nazaré, uma das maiores festas religiosas do mundo, que acontece há mais de 200 anos e é realizada sempre no segundo domingo do mês de outubro, reunindo milhares de fiéis e pagadores de promessas, nas ruas de Belém, no (Foto: TARSO SARRAF/AE/AE)Vista aérea da procissão do Cirio, uma das maiores festas religiosas do mundo (Foto: TARSO SARRAF/AE)

Assim como na edição do ano passado, o Círio de Nazaré 2012 deve terminar ao meio dia. Cerca de 2 milhões de pessoas são esperadas para a maior procissão do mês nazareno. A estimativa foi divulgada nesta sesgunda-feira (8) pela Diretoria do Círio e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

No domingo (14), a romaria começa a partir de 6h30, com início da Catedral da Sé, e percorre 3,6 quilômetros até chegar a Praça Santuário, onde a imagem é recebida pelo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, na Basílica Santuário, no bairro Nazaré. No total, 25.638 agentes de 23 órgãos e instituições, entre elas as polícias Civil, Militar, Bombeiros, Aeronáutica, Exército e Cruz Vermelha, atuam nas procissões do Círio 2012.

Até o segundo domingo de outubro, a imagem peregrina da Virgem de Nazaré visita cerca de 110 mil residências. Segundo estimativa da Diretoria do Círio, 1,7 milhão de devotos participam das novenas. São realizadas romarias nazarenas de 19 municípios no Pará.

Fontes: G1/Wikipédia

Cametá


Terra do peixe Mapará

Cametá foi fundada em 1635, mas o povoado já existia desde 1617 – somente um ano após a fundação de Belém – sendo uma das mais antigas cidades da Amazônia. Situa-se à margem esquerda do Rio Tocantins, linha do seu território habitados por nativos denominados de “Caamutás”. Em seu território habitavam outras tribos, todos pertencentes ao grupo étnico dos Índios Tupinambás.

A denominação Cametá, de origem Tupi, relaciona-se ao fato dos Índios Camutás, construírem nos troncos das árvores casas para espera de caça, conhecida também como “Caa-muta”, que em linguagem nativa, significa armação elevada de copa de árvore, pois “Caa” é explicado como Mato, floresta ou bosque e “Muta” como degrau, armação ou elevação.

A cidade de Cametá, além de estar cercada pela bela natureza amazônica e ter um povo simpático e hospitaleiro, possui uma grande riqueza cultural. A cultura cametaense é marcada pela mistura de várias etnias: indígena, francesa, portuguesa, e tais influencias são nitidamente visíveis no jeito de ser cametaense que chama a atenção: a forma de falar, cantar, dançar ou vestir.
A própria culinária cametaense apresenta-se sob a forma de pratos tipicamente indígenas como o saboroso “mapará com açaí” ou ainda a torta de camarão e a sopa de “aviú”, um minúsculo camarão. E depois de uma maravilhosa refeição e um cochilo na rede é só esperar pelo tacacá das 17h, que já é tradição pelas ruas da cidade.

Vou conferir! rss

Há anos tenho vontade de ir à Cametá. A primeira e única vez que fui lá eu ainda era criança. Agora que os ventos sopram para o Rio Tocantins, vou aproveitar a oportunidade e revisitar essa histórica cidade paraense, um dos mais importantes lugares da Cabanagem.

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Lua Azul de Agosto!


A Dani me chamou a atenção para o fenômeno. Então resolvi cometer essa postagem…

Ilha de Maiandeua – Pará – 31 de Agosto de 2012 – Lua Azul!

 

Um fenômeno meteorológico conhecido como ‘lua azul’ ocorrerá nesta sexta-feira (31), mas se engana quem pensa que a ocorrência se refere à cor do astro. O termo se refere à segunda lua cheia em um mesmo mês, quando ela completa sua órbita antes do fim do calendário. Neste mês de agosto tivemos uma lua cheia no dia dois e ela reaparece nesta noite.

Esse fenômeno ocorre porque o período de fases da Lua dura 29,5 dias, enquanto o nosso mês, exceto em fevereiro, dura 30 ou 31 dias. Assim, cada ano em um calendário solar, contém quase 11 dias a mais que o ano lunar. Por isso, quando a primeira lua cheia aparece no começo do mês, há a possibilidade de completar o ciclo antes do fim do calendário.

Embora não seja um fenômeno especialmente raro, ocorrendo em uma média de cada três anos, o fenômeno é celebrado por sua poesia, como louva o astrônomo Julio Lobo. “Não há nenhuma mudança particularmente significante associada a esse evento, mas as luas cheias são bonitas de se ver, instigam romance e sensações de bem estar”, afirma ele, “Por isso é sempre especial quando temos mais que uma”.

De acordo com o astrônomo, a última lua azul ocorreu em 31 de dezembro de 2009 e a próxima irá ocorrer em julho de 2015. Já em 2018, o fenômeno deve ser duplicado: ao invés das 12 luas cheias que geralmente ocorrem, o ano terá 14. Isso acontece quatro ou cinco vezes a cada século.

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Tucuruí e Breu Branco


Seis dias inesquecíveis de trilhas, acampamento, pescaria e muitas amizades em Tucuruí e Breu Branco.

 

Primeiro de uma série de 3 vídeos produzidos pelo Blog Tapirus em parceiria com o Estúdio Bichopé.

Pescaria no lago de Tucuruí


Vou conferir!  rss

Um lago com mais de 1500 ilhas e sete cidades.

Para a formação do reservatório hidráulico de aproximadamente 2.430 km², foram parcialmente inundados territórios dos municípios de Tucuruí, Jacundá, Nova Ipixuna e Breu Branco. Na área territorial desses municípios submergiram cerca de 13 povoados ribeirinhos e a cidade de Jacundá, induzindo ao deslocamento compulsório de cerca de 30 mil habitantes das margens do rio Tocantins.

O lago formado pela represa de Tucuruí- 10 vezes maior que a baia de Guanabara, com uma profundidade média de 73 metros.

Peixes

Embora a espécie mais procurada seja o Tucunaré, habitam as águas da represa a Piranha Preta, Jacundá, Apaiarí e Aruanã e mais os peixes de couro como Barbado, Paraíba, Pirarara e Surubim.

Equipamento

Para os predadores, com isca artificial, é aconselhável o uso de varas de ação “media/pesada” até 20 libras, carretilha ou molinete de recolhimento rápido proporcional a vara utilizada com linha de 20 libras (0,35mm) e iscas de superfície e meia água.
Para os peixes de couro, em pesca de espera, é aconselhável o uso de varas de ação “media/pesada” até 40 libras, carretilha ou molinete de recolhimento rápido proporcional a vara utilizada com linha de 40 libras (0,60mm) e iscas de peixes naturais ou “minhocuçu”.

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A melhor época de Algodoal


Com o fim das férias escolares e da muvuca de Julho, é bom aproveitar para curtir uma trilha em Algodoal.

Que tal dar uma volta na ilha?

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Vila de Algodoal (1)

Praia na Vila de Algodoal (1)

PONTA DO BOIADOR (2)

TRILHA : Vila de FORTALEZINHA/ CAMBOINHA (4-5-6)

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(Olhaí llMaguh: 100% autoral…de novo!…rss)